Um dos melhores centroavantes da história do Palmeiras se recusa a fazer apelo pela permanência de Barcos. Cabeludo como o argentino, César Maluco, autor de 167 gols pelo clube entre 1967 e 1974, afirma que o atual camisa 9 da equipe deve aceitar a segunda divisão do Brasileiro em 2013 como agradecimento ao time alviverde.
Ex-atacante César Maluco afirmou que o argentino Barcos precisa seguir no Palmeiras
"Ele deve agradecer ao Palmeiras. O Palmeiras o tirou de um time razoável para um time grande, ele tem que abraçar isso aí", disse o ex-atacante, cabeludo como o argentino. "O Palmeiras levou o Barcos à seleção argentina e o levou a ter esse nome que ele tem hoje".
Barcos publicou vídeo em redes sociais no fim de novembro, pouco depois do rebaixamento, avisando que ficaria na equipe "por amor", mesmo tendo o sonho de jogar a Copa do Mundo, e só sairia no caso de uma oferta irrecusável para o Palmeiras. César Maluco acreditou nas palavras. "O Barcos é um grande jogador e um grande profissional. Acho que não vai sair do Palmeiras", apostou.
O ex-centroavante não é o primeiro a se manifestar pela permanência do artilheiro do clube alviverde em 2012 com 28 gols - um a mais do que prometeu ao se apresentar em janeiro. O ex-goleiro Marcos já teve uma conversa com o argentino lembrando que, em 2003, recusou oferta do Arsenal para jogar a Série B e se fixou como ídolo do clube, como ocorrerá com Barcos caso ele fique.
Atualmente, a diretoria, que pagou em janeiro cerca de R$ 7 milhões pelo centroavante à LDU, do Equador, negocia um aumento para convencer o artilheiro, além de uma renovação de contrato - seu vínculo atual se encerra em 2015. Dificilmente o atacante sairá antes de o time concluir sua campanha na Libertadores.
Mesmo que mantenha Barcos, a diretoria não será poupada por César Maluco. Bicampeão brasileiro (1972 e 1973), do Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e paulista (1972 e 1974) pelo clube, além da Taça Brasil de 1967, o ex-centroavante culpa os dirigentes pelo rebaixamento. "Quem fica ou sai no elenco, é com a diretoria. Só esperamos que eles não continuem. Só isso", solicitou.
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A briga desta quarta-feira na partida entre São Paulo e Tigre-ARG, que encerrou o jogo no intervalo e deu o título da Copa Sul-Americana de 2012 à equipe paulista, escreveu mais uma página na longa lista de confusões entre os clubes do Brasil e dos outros países latinos em competições sul-americanas. Relembre algumas das mais lamentáveis cenas de pancadaria dos brasileiros nos últimos anos:
Foto: Bruno Santos / Terra
São Paulo x River Plate (ARG), Copa Sul-Americana 2003 Em jogo no Estádio do Morumbi, o São Paulo conseguiu reverter a desvantagem do jogo de ida (derrota por 3 a 1) e venceu por 2 a 0, caindo nos pênaltis. No entanto, no decorrer do jogo, o zagueiro Ameli (River Plate) se envolveu em duas confusões - primeiro com Diego Tardelli, após o primeiro gol, e com Rico, nos acréscimos. Na confusão, Rico, Jean, Luis Fabiano (São Paulo), Ameli, Pereyra e Barrado (River Plate) foram expulso.
Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press
América (MEX) x São Caetano, Copa Libertadores 2004 No fim do jogo, o time paulista comemorava o empate por 1 a 1 no Estádio Azteca, que garantia a vaga nas quartas de final do torneio. A festa azul esquentou os donos da casa, e logo uma briga generalizada começou à beira do gramado. Irritada, a torcida começou a atirar objetos no gramado - inclusive um carrinho de mão - e a invadir o campo. O time paulista acabou classificado, enquanto os mexicanos viram sete torcedores presos.
Foto: AFP
Palmeiras x Cerro Porteño (PAR), Copa Libertadores 2006 Em jogo pela sexta rodada do Grupo G da competição, Palmeiras e Cerro Porteño se enfrentaram em São Paulo. No fim do primeiro tempo, Washington (Palmeiras) e Baéz (Cerro Porteño) iniciaram uma discussão, que logo envolveu os jogadores dos dois times. O zagueiro Douglas se envolveu na confusão, e foi expulso com Baéz pelo árbitro boliviano René Ortubé. No fim, derrota do Palmeiras (já classificado) por 3 a 2.
Foto: Fernando Pilatos / Gazeta Press
Fluminense x Cerro Porteño (PAR), Copa Sul-Americana 2009 Derrotado pelo Fluminense no Estádio do Maracanã por 2 a 1, o Cerro Porteño se irritou com a eliminação nas semifinais da Copa Sul-Americana - o time havia perdido também em casa por 1 a 0. Os jogadores começaram uma briga dentro de campo, e só foram para o vestiário após intervenção dos policiais. Classificado, o Fluminense perdeu o título para a LDU de Quito.
Foto: Fernando Soutello/Agif / Gazeta Press
Estudiantes (ARG) x Internacional, Copa Libertadores 2010 O Inter conseguiu a classificação às semifinais da Libertadores, graças a um gol de Giuliano aos 43min do segundo tempo - o time perdeu por 2 a 1, mas havia vencido por 1 a 0 em Porto Alegre e se beneficiou do gol fora de casa. Batido no Estádio Centenário de Quilmes, o time argentino iniciou uma briga após o jogo: Desábato (Estudiantes) e Abbondanzieri (Inter) trocaram ofensas, e logo mais jogadores se envolveram.
Foto: Getty Images
Argentinos Jrs. (ARG) x Fluminense, Copa Libertadores 2011 Na última rodada do Grupo C da Copa Libertadores de 2010, América (MEX), Nacional (URU), Argentinos Jrs. (ARG) e Fluminense disputavam as vagas para a próxima fase. O time carioca foi a Buenos Aires e venceu o Argentinos Juniors por 4 a 2. Eliminada em casa, a equipe local partiu para cima dos cariocas após o jogo, enquanto objetos eram atirados das arquibancadas. O Flu precisou de escolta para deixar o gramado.
Foto: Getty Images
Santos x Peñarol (URU), Copa Libertadores 2011 Ao vencer a final da Libertadores por 2 a 1 no Estádio do Pacaembu, o Santos se envolveu em uma briga com o Peñarol, iniciada após a invasão de um torcedor que desagradou aos uruguaios. Policiais tentaram apaziguar a situação, mas os dois times voltaram a se encontrar na entrada dos vestiários. Mesmo assim, o Santos pôde comemorar normalmente a conquista do torneio.