Após "vaquinha", Palmeiras admite nova estratégia para ter Wesley
- Dassler Marques
- Direto de São Paulo
Depois de ver fracassar a campanha para arrecadar fundos para a contratação de Wesley, que treina na Academia de Futebol há três semanas, o Palmeiras admitiu nova estratégia para pagar os cerca de R$ 21 milhões na operação junto ao Werder Bremen, da Alemanha. De acordo com o vice de futebol Roberto Frizzo, uma construtora pode se juntar ao clube como sócia.
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"A gente conversou nesta manhã com um parceiro do ramo da construção. Mas não é necessariamente só para o Wesley. Pode ajudar, mas também vai trazer mais investimento para o Palmeiras em vários sentidos", afirmou o dirigente. César Sampaio, gerente de futebol, não foi tão categórico. "Vocês têm que checar com a sua fonte. A gente conversa com muitos parceiros. Eu mesmo participei de quatro conversas com pessoas diferentes. Eles querem ajudar o Palmeiras. Alguns acabam não sendo tão parceiros, porque querem uma contrapartida que não nos interessa", disse.
Em oito dias, o Palmeiras verá se encerrar o prazo definido para a tentativa de arrecadar R$ 21 milhões junto aos torcedores, logo após o clássico com o Corinthians no próximo domingo, dia 25 de março. Até o momento, o clube divulga ter recebido R$ 602 mil, ainda que o reforço já esteja pré-inscrito junto à Federação Paulista. Com o insucesso provável da "vaquinha", o dinheiro deve ser devolvido via cartão de crédito aos contribuintes. César Sampaio lamenta o fato.
"O MOP (sistema de doação online) eu acho que não vai dar mais, mas eu queria usar esse dinheiro. São pessoas que queriam ajudar o Palmeiras, que entenderam o tipo de investimento, mas a princípio a gente não pode", confirmou o dirigente.