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Nova regra de impedimento sendo testada no Canadá validaria 17 gols na Copa do Mundo, diz liga

3 jul 2026 - 23h43
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A Copa do Mundo deu à Premier League do ‌Canadá (CPL) muitos elementos para debater com a Fifa após um gol anulado de Cristiano Ronaldo entrar em uma relação de 17 que teriam sido validados sob uma nova interpretação da lei do impedimento que a sua primeira divisão está testando, afirmou a liga nesta sexta-feira.

A Premier League do Canadá vem testando uma nova regra de impedimento em suas partidas neste ano, em cooperação com a Fifa.

De acordo com a nova abordagem, um jogador atacante só é considerado em ⁠impedimento se houver um espaço claro entre o atacante e o defensor, o que significa que o atacante será considerado ‌em posição válida se qualquer parte do corpo capaz de marcar um gol legalmente estiver alinhada com ou atrás do penúltimo defensor.

O mais recente dos 17 casos da Copa do Mundo identificados pela CPL ocorreu durante o confronto de ‌16 avos de final entre Portugal e Croácia na quinta-feira, no Estádio ‌de Toronto, onde cada time teve um gol anulado por impedimento que, segundo a liga, teria sido ⁠validado se a nova interpretação de impedimento estivesse em vigor.

"Isso vai gerar uma conversa interessante com a Fifa após a Copa do Mundo", disse o vice-presidente executivo da CPL, Costa Smyrniotis, que estava na vitória de Portugal por 2 x 1 sobre a Croácia. "Não se trata apenas de analisar o teste em nossa liga, mas também observações feitas na Copa do Mundo, e como podemos juntar tudo isso?".

"No final do ano, assim que o teste for concluído na CPL, ‌teremos uma compreensão melhor se isso faz sentido daqui para frente — esse teste se tornará permanente?"

Na partida de Portugal, Ronaldo tocou ‌na saída do goleiro da Croácia ⁠para empatar o jogo em ⁠1 x 1, mas a comemoração do que teria sido seu primeiro gol em mata-mata de Copa do Mundo foi interrompida quando ⁠a bandeira do auxiliar foi erguida, marcando impedimento do atacante de 41 ‌anos.

A revisão do VAR confirmou a ‌decisão e, quando a imagem exibida nos telões do estádio mostrou que Ronaldo estava impedido por uma margem mínima — seu ombro estava ligeiramente à frente do penúltimo defensor —, ele simplesmente levantou as mãos para o alto, em sinal de exasperação.

O gol anulado de Petar Sucic, que teria colocado a Croácia na frente aos 35 ⁠minutos do segundo tempo, também teria sido validado de acordo com a regra atualmente em vigor no Canadá.

"Tem havido muito descontentamento em torno da ideia de que 'aquilo deveria ter sido um gol'. Os torcedores croatas no lado de fora do estádio só queriam falar sobre o gol anulado, reclamando da marcação de impedimento", disse Smyrniotis antes de se concentrar nos esforços da Premier League do Canadá.

"Bem, aqui temos uma ‌liga nacional que está realmente testando uma oportunidade de corrigir isso — de ajustar a regra de uma forma que, na minha opinião, seja um pouco mais justa, mais compreensível e, em última análise, se tudo correr bem, devolva ⁠um pouco da vantagem ao atacante, o que também gera um pouco mais de emoção e entretenimento em nosso jogo."

A nova interpretação, proposta pelo ex-técnico do Arsenal e atual chefe de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, Arsène Wenger, tem como objetivo impulsionar o jogo ofensivo e melhorar o fluxo das partidas.

Smyrniotis disse que a Premier League do Canadá, que teve sua temporada inaugural em 2019, não tem um histórico que "nos impeça" de tentar ser inovadores e que isso os deixou mais dispostos a testar a regra do impedimento em parceria com a Fifa.

"Vemos isso como uma forma de colaborar com eles", disse Smyrniotis. "É um teste deles, mas, no fim das contas, queremos um futebol que entretenha — um futebol que entretenha significa que as pessoas estão prestando atenção aos nossos clubes, indo às nossas partidas e curtindo o futebol da CPL, que normalmente é atraente, com jogos cheios de gols, bom entretenimento e boa qualidade."

"Estamos otimistas de que, ao participarmos desse teste — cujo objetivo é apenas aprimorar isso —, esse será o resultado daqui para frente, e temos sido um bom parceiro nesse processo."

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