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Nomes de jogadores surgem em inquérito sobre prostituição na Itália

Lista tem dezenas de astros da Série A, inclusive brasileiros; eles não são investigados

22 abr 2026 - 11h19
(atualizado às 11h33)
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Começaram a surgir os primeiros nomes de jogadores, inclusive brasileiros, mencionados no inquérito do Ministério Público da Itália sobre um suposto esquema de exploração da prostituição, que já levou à prisão de quatro pessoas na última segunda-feira (20).

Emanuele Buttini e Deborah Ronchi são suspeitos de liderar esquema
Emanuele Buttini e Deborah Ronchi são suspeitos de liderar esquema
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Nenhum atleta é investigado, já que não há indícios de que tenham cometido crime, mas a extensão da lista ajuda a entender o tamanho do alcance da agência "Ma.De Milano", que organizava festas e encontros com jovens mulheres para jogadores da elite do futebol italiano.

A relação de atletas foi antecipada nesta quarta-feira (22) por Il Giornale, influente jornal com sede em Milão, e confirmada pela ANSA, que teve acesso a uma lista com mais de 60 jogadores mencionados no inquérito do Ministério Público milanês, seja pelo nome completo ou apenas pelo sobrenome.

Entre eles estão Rafael Leão, estrela do Milan, Alessandro Bastoni, zagueiro titular da seleção italiana e da Internazionale de Milão, e Dusan Vlahovic, centroavante sérvio da Juventus, além de Raoul Bellanova (Atalanta), Riccardo Calafiori (Arsenal), Yann Bisseck (Inter), Andrea Pinamonti (Sassuolo), Gianluca Scamacca (Atalanta), Matteo Cancellieri (Lazio), Daniel Maldini (Lazio), Dany Mota (Monza), Cheikh Niasse (Verona), Andrea Petagna (Monza) e Milan Skriniar (Fenerbahçe e ex-Inter).

Também são citados os brasileiros Arthur Melo, ex-Juventus e Fiorentina e atualmente no Grêmio, e Carlos Augusto, ex-Corinthians e hoje na Inter de Milão, além do marroquino Achraf Hakimi, astro do Paris Saint-Germain e ex-jogador nerazzurro; Guglielmo Vicario, goleiro italiano do Tottenham; e o francês Olivier Giroud, ex-centroavante do Milan e hoje no Lille.

Segundo o Ministério Público, os nomes fazem parte de uma lista de centenas de "palavras-chave" que serão usadas em buscas nos dispositivos dos quatro suspeitos detidos: o casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, tidos como líderes do esquema, e Alessio Salamone e Luan Fraga, que, de acordo com o inquérito, seriam responsáveis por manter contato com os jogadores e gerenciar encontros com garotas.

Os quatro estão em prisão domiciliar e são acusados de crimes como formação de quadrilha, exploração e favorecimento da prostituição e lavagem de dinheiro. Outro investigado, que não foi preso, teria feito pelo menos oito ligações telefônicas com um número atribuído a Dejan Stankovic, ex-jogador da Lazio e da Inter e ex-treinador da Sampdoria. O sérvio não é alvo do inquérito.

As festas e encontros eram realizados em casas noturnas de luxo em Milão e contavam inclusive com gás hilariante (óxido nitroso, ou N2O), agente inalatório geralmente usado para sedação consciente, mas que causa euforia leve e não gera risco de doping.

O MP agora busca apurar o alcance do esquema de prostituição, já que alguns jogadores podem ter participado das noitadas organizadas pela "Ma.De Milano", mas sem ter usufruído de sexo a pagamento, que era praticado por apenas uma parte das garotas que frequentavam essas festas.

Uma das acompanhantes teria inclusive engravidado de um atleta, segundo uma interceptação telefônica obtida na investigação. "Quando ele veio? Se você lembrar das datas exatas... Vou te contar uma coisa, mas não conte para ninguém: acabei de fazer o teste e estou grávida de mais de três semanas", disse a jovem, que não foi identificada, em telefonema com Salamone, a quem havia pedido ajuda para identificar o pai da criança.

Muitas das mulheres, no entanto, eram chamadas apenas para embelezar as festas. O inquérito nasceu da denúncia feita por uma estrangeira em agosto de 2024, mas o esquema operava havia vários anos, inclusive durante a pandemia de Covid-19, quando as noitadas eram realizadas em um local privado para burlar as regras de isolamento.

A rede contava com cerca de 100 garotas, incluindo brasileiras. "Precisamos de mais duas ou três [mulheres] espertas", diz um homem não identificado em um grampo feito pela Justiça. Fraga então responde: "Vou mandar a brasileira para eles".

Pagar por serviços sexuais na Itália não é crime, bem como a prostituição exercida por maiores de idade conscientes, motivo pelo qual os jogadores e as acompanhantes não são investigados, com exceção de uma que teria trabalhado junto com os operadores do esquema. Mas a legislação pune a gestão e exploração da prostituição por terceiros.

Ansa - Brasil
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