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Quartararo ofusca Viñales e fecha primeira parte da temporada com chave de ouro

O espanhol dominou o fim de semana em Assen, mas quando importava para valer, o francês de Nice tomou a frente e não deu a menor chance ao companheiro de Yamaha. Quartararo sai de férias com 34 pontos de vantagem na liderança da MotoGP

27 jun 2021 13h32
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Fabio Quartararo fecha a primeira parte da temporada em alta
Fabio Quartararo fecha a primeira parte da temporada em alta
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

Fabio Quartararo completou com chave de ouro a primeira fase da temporada 2021 da MotoGP. Superado por Maverick Viñales na maior parte dos treinos livres e também na disputa pela pole, o francês bateu o companheiro de equipe ainda nos primeiros metros do GP da Holanda deste domingo (27) e ofuscou completamente o espanhol, que tentava renascer em Assen depois de terminar o GP da Alemanha na última colocação.

Os boxes da Yamaha testemunham o momento mais bélico desde o infame muro que separou Valentino Rossi e Jorge Lorenzo nos primeiros anos da parceria. Desde vez, porém, dividir os lados da garagem não daria resultado, já que o climão não é entre os companheiros, mas entre Viñales e a equipe.

Fabio Quartararo liderou 1-2 da Yamaha em Assen
Fabio Quartararo liderou 1-2 da Yamaha em Assen
Foto: Yamaha / Grande Prêmio

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O domínio nos treinos 1, 2, 3 e também na classificação foi uma boa resposta de Maverick, que saiu abatido, irritado e soltando os cachorros de Sachsenring. Só que quando importava de verdade, ou seja, na hora da corrida, o espanhol andou para trás mais uma vez e, muito embora tenha conseguido escalar para garantir a dobradinha do time dos diapasões, não passou lá tão perto do desempenho prometido no fim de semana.

Quartararo, por outro lado, mostrou na corrida o ritmo forte que tinha exibido nos treinos. O piloto de Nice teve certo trabalho para se livrar de Francesco Bagnaia, mas, quando conseguiu, disparou na frente e não viu mais a concorrência.

"Maverick ganhou a batalha de sábado, mas os pontos são distribuídos no domingo", declarou Quartararo.

Com o desfecho em Assen, Fabio sai de férias com um aproveitamento excelente. Nos nove GPs disputados até aqui, o francês venceu quatro, foi ao pódio em 66,7% das oportunidades e saiu na pole mais de metade das vezes. Assim, soma 156 pontos, 34 a mais que Johann Zarco, que mantém a segunda colocação na classificação.

"A distância no Mundial é boa, mas o mais importante é que mudei muito em relação ao ano passado. Agora é o momento de ganhar corridas. Ano passado, eu era mais conservador", considerou. "Vendo o ritmo de Maverick ontem, teria me conformado com o segundo lugar, mas, agora, não. Acho que estamos em um caminho muito bom com a equipe", elogiou.

Apesar da boa performance nesta primeira parte de campeonato, Quartararo segue em alerta, especialmente com a performance da Ducati, Joan Mir e Miguel Oliveira.

"Acho que as Ducati, mas com muito cuidado com Joan Mir, que vai forte, e também com Miguel Oliveira", listou. "Agora nós vamos para a Áustria, que não é um circuito bom para nós, mas que acho que podemos ter um bom resultado com a moto deste ano", opinou.

Campeão vigente, Joan Mir não segue a linha de Quartararo e não acredita que poderá brigar pelo título. Ao menos, não com o atual pacote da Suzuki. O piloto de Palma de Maiorca pressiona para que a fábrica japonesa introduza o dispositivo holeshot na dianteira da moto, algo que falta à GSX-RR.

"Podemos melhorar coisas na moto e em mim também para lutar pelas vitórias, que é o que nos falta. Tenho de estar contente com a primeira metade da temporada com a equipe, embora sempre queiramos mais", comentou Joan. "Temos de ser realistas. Fabio está tendo um ritmo muito bom em todos os circuitos e não está falhando. Mas ainda resta muita temporada pela frente. Tiveram circuitos que o beneficiaram, mas a segunda metade não será tão favorável. Estou otimista e espero estar lá", indicou.

Mesmo cobrando por melhora, Mir evitou uma cobrança mais firme na direção da Suzuki.

"Eles estão trabalhando. Eu já disse o que tinha para dizer. São eles que estão trabalhando duro. O título, com o pacote que temos, está muito complicado e vai depender do que acontecer. Não será o suficiente", comentou.

Joan reconheceu, porém, que precisa sanar as dificuldades que tem na classificação.

"Não consigo entender como fazer uma volta rápida. Álex [Rins] consegue ser mais rápido na classificação, mas em ritmo é o contrário. Acho que tenho margem de melhora para entender o que preciso na classificação. Temos de trabalhar nesse sentido", reconheceu.

A primeira fase da temporada trouxe uma Yamaha que aparenta ser melhor, mas só nas mãos de Quartararo. A Suzuki, por enquanto, ainda não mostrou a que veio. A Ducati tem sido forte e até regular, tanto é que é uma das protagonistas. A KTM demorou, mas chegou, especialmente com Miguel Oliveira. A Aprilia evoluiu claramente, ao passo que a Honda parece perdida a espera da volta de Marc Márquez à plena forma.

A sequência da disputa ainda depende também de como será o calendário, mas Quartararo vai para as férias firme, forte, protagonista e até favorito.

Agora, a MotoGP entra de férias por cinco semanas e volta a correr apenas no dia 8 de agosto, no Red Bull Ring, para o GP da Estíria. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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