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MotoGP: Quartararo diz que teve sorte de escapar de lesão após queda na Indonésia

Francês compara acidente em Mandalika com o de Marc Márquez em 2025 e critica a altura da brita na área de escape

9 out 2026 - 18h42
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Foto: Yamaha Racing

Fabio Quartararo afirmou que teve sorte de escapar de uma lesão grave após sofrer uma queda durante o treino nesta sexta-feira (9), no GP da Indonésia, em Mandalika. O piloto da Yamaha caiu na curva 9, em um trecho de alta velocidade, e apontou as condições da caixa de brita como um fator preocupante para a segurança dos competidores.

Apesar de considerar a queda relativamente leve, o francês foi arremessado em um movimento de rolamento ao atingir a brita, onde apresenta um desnível em relação ao asfalto. Quartararo relatou dores no lado esquerdo do corpo, mas não sofreu fraturas e conseguiu retornar à pista.

“Estou um pouco dolorido do lado esquerdo. A queda foi em alta velocidade, mas não foi uma queda grande." explicou o francês à imprensa ali presente

“O pior foi entrar na brita, mas, felizmente, nada está quebrado; Apenas algumas coisas musculares. Conseguimos voltar para a moto, mas amanhã vou acordar um pouco dolorido.” acrescentou

O piloto comparou o episódio ao acidente sofrido por Marc Márquez no GP da Indonésia do ano passado, quando o espanhol lesionou o ombro após uma colisão com Marco Bezzecchi. Na avaliação de Quartararo, o estado da área de escape contribuiu para agravar as consequências daquele acidente.

“Para mim, é a mesma coisa que aconteceu com o Marc no ano passado. Se não houvesse brita, ou se ela estivesse posicionada melhor, ele teria saído sem nada.”

Quartararo destacou que, desta vez, teve sorte de não sofrer consequências mais sérias, apesar de a queda não ter sido particularmente violenta.

“Hoje tive sorte porque a queda não foi espetacular, mas, quando você atinge a brita, é ruim. Eles precisam fazer alguma coisa nessa área.”

“Acho que precisamos deixá-la pelo menos na mesma altura do asfalto, porque acredito que ela está um pouco mais alta. Quando você chega ali, acaba sendo lançado para o alto. Está alta demais”, explicou.

A preocupação foi reforçada por Márquez, que lembrou que os pilotos não tem condições de verificar individualmente cada curva para avaliar a segurança das áreas de escape. O espanhol afirmou que as reclamações sobre as caixas de brita são recorrentes e defendeu que os responsáveis pelo circuito precisam encontrar soluções.

“Sinceramente, estou lutando por um campeonato e não verifiquei como está a brita ou qualquer outra coisa.” 

“Nós sempre reclamamos. É verdade que isso não é bom para a segurança dos pilotos, nem para as motos, porque as equipes estão sempre tentando ajustar o orçamento.”

Para o espanhol, investir na segurança também representa uma maneira de reduzir custos, evitando danos às motos e lesões que afastem os competidores das pistas. Márquez ainda ressaltou que a curva em questão é especialmente perigosa devido à velocidade com que os pilotos chegam à brita.

“A melhor maneira de economizar é tentar preservar os pilotos e as motos nesse tipo de acidente”, afirmou.

“Sabemos que aquela área é muito rápida e, quando você entra na brita em uma velocidade tão alta, os danos acontecem.”

Mesmo após a queda, Quartararo conseguiu retornar à pista e encerrou a sessão na sétima posição, garantindo classificação direta para o Q2. O francês reconheceu que voltar à moto depois de um acidente desse tipo não foi simples, principalmente porque ainda precisava realizar duas tentativas de volta rápida.

Apesar do susto, o piloto avaliou positivamente sua recuperação durante a sessão e destacou uma melhora no comportamento dos pneus em comparação com a temporada anterior. Ainda assim, ressaltou que a Yamaha continua enfrentando dificuldades de aderência e capacidade de contornar as curvas.

“Mas, na verdade, me senti muito bem. A carcaça do pneu estava muito melhor do que no ano passado, especialmente a média, que demorava bastante para aquecer. Neste ano, isso acontece muito menos."

“Quanto à sensação com a nossa moto… ainda nos falta aderência e capacidade de contornar as curvas. Mas aqui não há tantas retas, então isso ajuda bastante.”

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