MotoGP: Quartararo chama pilotos de ‘estúpidos’ após escolha do pneu em Motegi
Francês admite erro coletivo ao ignorar pneu duro, que acabou sendo a melhor opção no GP do Japão, e relata problema de combustível
Fabio Quartararo terminou o GP do Japão com uma avaliação direta sobre a escolha dos pneus para a corrida. O piloto da Yamaha considerou um erro coletivo o fato de os pilotos terem descartado o composto duro antes da etapa, justamente a opção que acabou apresentando o melhor desempenho em Motegi.
"Para ser honesto, acho que fomos meio estúpidos por não considerar esse pneu."
O pneu macio utilizado na Sprint do sábado foi retirado da alocação para a corrida principal depois de apresentar problemas de superaquecimento e desgaste excessivo na região central. Com isso, os pilotos ficaram entre os compostos médio e duro, mas a segunda alternativa, que havia sido pouco considerada durante o fim de semana, acabou sendo escolhida por todo o grid após o Warm-Up.
Quartararo acredita, inclusive, que o composto duro poderia ter sido uma alternativa melhor para a Yamaha também durante a classificação. Segundo o francês, a moto apresentou menos instabilidade com essa configuração e permitiria utilizar mais potência em determinados trechos.
"No time attack, especialmente para nós, talvez o duro fosse ainda melhor que o macio. Em algumas curvas, a moto estava quicando muito e, com essa carcaça, isso acontecia bem menos."
A situação chamou a atenção do piloto justamente porque o pneu que havia sido deixado de lado antes da corrida terminou como a principal escolha do grid. Quartararo classificou o cenário como curioso após perceber que praticamente ninguém havia apostado na solução durante o restante do fim de semana.
"Foi engraçado porque ninguém usou e, no fim, era o melhor pneu. Foi um pouco louco."
Além da questão dos pneus, Quartararo enfrentou outro obstáculo durante o GP do Japão. A Yamaha voltou a apresentar limitações relacionadas ao consumo de combustível, problema que obrigou o francês a reduzir a abertura do acelerador em vários pontos do circuito e comprometeu seu ritmo durante boa parte da corrida.
"A partir da sétima volta, tive um problema de combustível. Eu poderia andar muito mais rápido, mas infelizmente precisei cuidar bastante do acelerador."
O impacto foi ainda maior nas retas e nas disputas de posição. Quartararo revelou que chegou a utilizar apenas cerca de 70% do acelerador em diferentes trechos de Motegi, mesmo quando estava próximo dos adversários e poderia ganhar terreno com uma pilotagem mais agressiva.
"Da curva dois até a três eu estava com 70% do acelerador, 70% na reta de trás e 70% na reta principal. Eu poderia andar mais rápido, mas infelizmente tivemos isso."
Mesmo com a limitação, o piloto da Yamaha preferiu valorizar sua própria atuação e considerou a pilotagem o principal ponto positivo do fim de semana. O francês também admitiu surpresa com a dimensão do problema, especialmente porque a restrição apareceu ainda no começo da prova.
"Estou feliz com a minha pilotagem e acho que isso é o mais importante."
Quartararo agora deixa o Japão com dois pontos de atenção para a Yamaha: entender por que o pneu duro foi subestimado durante o fim de semana e, principalmente, encontrar uma solução para o consumo de combustível, que voltou a comprometer seu desempenho durante a corrida.
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