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Motociclismo

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MotoGP: Bezzecchi, Bagnaia e Marini aprovam novo formato para 2027, mas fazem ressalvas

Novo sistema terá classificações separadas, pilotos elogiam a possibilidade de duas oportunidades independentes, mas pedem atenção a Warm Up

8 out 2026 - 15h13
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Foto: MotoGP

A MotoGP terá um novo formato de fim de semana a partir de 2027, e a mudança já divide opiniões entre os pilotos. Marco Bezzecchi, Pecco Bagnaia e Luca Marini estão entre os que receberam positivamente a criação de uma classificação exclusiva para a Sprint, embora os três tenham ressalvas, principalmente em relação ao fim do Warm Up de domingo.

A partir da próxima temporada, a classificação da Sprint será realizada na sexta-feira e definirá exclusivamente o grid da corrida curta de sábado. No sábado, uma nova classificação determinará o grid de domingo. Essa mudança encerra o sistema atual, no qual uma única classificação define as posições de largada para as duas corridas.

Entre os pilotos ouvidos, Marco Bezzecchi foi um dos mais entusiasmados com a novidade. O piloto da Aprilia considera positiva a possibilidade de disputar duas classificações, principalmente porque um problema em uma delas não comprometerá necessariamente todo o fim de semana.

O italiano reconheceu que a nova programação será fisicamente exigente, mas destacou a vantagem de ter duas oportunidades distintas para definir os grids. A ideia, segundo ele, evita que um único erro comprometa as duas corridas do fim de semana.

“Eu gosto. Acho que é uma mudança positiva. É bom! É fisicamente difícil, muito exigente, mas é legal ter duas sessões de classificação.”

Bagnaia também avaliou positivamente a mudança. O piloto da Ducati considera que o novo sistema representa uma evolução, mas faz uma ressalva importante: gostaria que o Warm Up de domingo fosse mantido.

A preocupação está relacionada principalmente às novas motos que estrearão em 2027 e a menor quantidade de tempo disponível para trabalhar no acerto durante o fim de semana. Para ele, a sessão de domingo pode ser importante para verificar o comportamento da moto, dos pneus e algum eventual problema depois da Sprint ou de uma queda.

“Será muito importante se adaptar bem ao novo formato, mas, para mim, o warm-up é extremamente útil.”

O italiano não vê necessariamente o novo formato como um aumento da pressão sobre os pilotos. Na avaliação dele, a questão será principalmente administrar melhor o tempo disponível para preparação.

Luca Marini segue uma linha semelhante. O piloto da Honda considera positiva a criação de duas classificações e lembra que essa era uma demanda dos pilotos desde a introdução das corridas Sprint.

Assim como Bagnaia, Marini também vê a retirada do Warm Up como um ponto negativo. A sessão pode ser especialmente importante depois de uma queda na Sprint ou quando uma equipe precisa confirmar se a moto está em condições para o domingo.

Uma outra preocupação é que todo o grid estará na pista ao mesmo tempo tanto na classificação da Sprint quanto no Q1, ambas sessões curtas, de apenas 15 minutos. Marini admitiu que os Comissários da FIM poderão ter “mais trabalho” para lidar com o tráfego de pilotos em baixa velocidade e com as anulações de voltas por bandeira amarela.

Ao mesmo tempo, Marini reconhece que o novo sistema será mais estressante. A classificação adicional significa mais um momento em que os pilotos precisarão buscar o limite para conquistar uma boa posição no grid.

“Vamos ver. No próximo ano, haverá muitas mudanças, é claro. Acredito que estamos fazendo tudo da maneira correta para fazer a MotoGP crescer. Espero que todos os fãs também gostem e entendam que este esporte a motor é o melhor do mundo.”

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