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Motociclismo

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MotoGP: Marini pede investigação da Michelin após pneu "esquecido" surpreender no Japão

Pneu que não estava entre os favoritos surpreendeu o piloto da Honda pela aderência e pelo desempenho apresentado no circuito de Motegi

7 out 2026 - 16h04
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Foto: Honda Racing

Luca Marini terminou o GP do Japão com uma descoberta inesperada sobre os pneus da Michelin. O piloto da Honda HRC acredita que a fabricante francesa precisa investigar por que uma opção traseira de construção mais dura, inicialmente considerada pouco competitiva pelos pilotos, acabou se tornando a melhor alternativa disponível para Motegi.

A Michelin levou para o Japão uma terceira opção de pneu traseiro justamente por causa das características do novo asfalto e do traçado marcado por fortes acelerações e frenagens, uma construção mais resistente ao calor. Porém, não estava entre as preferidas dos pilotos antes do início do fim de semana.

Marini era um dos pilotos que havia descartado essa possibilidade. A expectativa era de que o pneu macio fosse a escolha mais rápida, mas os acontecimentos do fim de semana mudaram completamente esse cenário. Durante a Sprint, alguns pilotos enfrentaram problemas de desgaste e formação de pedaços de borracha na região central do pneu macio, levando a Michelin a retirar essa opção para a corrida de domingo.

Com o pneu médio passando a ser considerado a escolha mais provável, a grande surpresa apareceu no Warm Up. Foi apenas naquela sessão que os pilotos tiveram a oportunidade de explorar de maneira mais clara a terceira opção, e o resultado chamou a atenção de Marini.

“Fantástico! Inacreditável!” resumiu o italiano ao falar sobre o desempenho do pneu traseiro duro.

O piloto da Honda explicou que nem ele nem, aparentemente, a própria Michelin esperavam encontrar aquele nível de rendimento. Segundo o italiano, se a opção tivesse sido testada com mais atenção desde sexta-feira, poderia ter sido utilizada não apenas na corrida, mas também na classificação e na Sprint.

“Nós ainda não entendemos o motivo, talvez a Michelin também não, mas ele estava funcionando tão bem que, se tivessem nos dito para testar e forçar mais na sexta-feira, esse também seria o pneu para a classificação e para a Sprint”, afirmou.

A diferença foi especialmente significativa para Marini porque o piloto vinha enfrentando dificuldades de aderência praticamente no final de semana inteiro. Quando colocou o pneu duro na moto, a situação mudou radicalmente.

“Eu estava reclamando da aderência durante todo o fim de semana e, nesta manhã, coloquei esse pneu traseiro duro. A aderência foi inacreditável. Todos os problemas da moto foram resolvidos, tudo estava funcionando bem" relatou

É justamente essa transformação que Marini considera merecedora de uma análise mais profunda por parte da Michelin. Para ele, não se trata apenas de uma escolha que funcionou em uma corrida específica, mas de uma oportunidade para entender por que aquela construção apresentou um comportamento tão diferente em Motegi.

“É algo para eles investigarem. Esse é um conselho para eles, porque conversei bastante depois da corrida com a Michelin e com os engenheiros. Na minha opinião, eles produziram um pneu fantástico para esta pista.”

“Nós também temos esse pneu em outras pistas, mas ele nunca funcionou tão bem quanto aqui. Então essa também é a outra questão” explicou

A descoberta também fez Marini olhar para o próprio fim de semana com certa dose de arrependimento. O piloto teve uma oportunidade de testar o pneu duro ainda na sexta-feira, depois de sofrer uma queda durante a sessão. Como já havia utilizado o pneu médio no primeiro treino, aquela poderia ter sido uma ocasião para experimentar a alternativa que todos haviam descartado previamente.

Em vez disso, Marini voltou a utilizar o médio. Naquele momento, a escolha parecia lógica, já que o pneu duro não era considerado competitivo. Depois do que aconteceu no Warm Up, o italiano reconheceu que poderia ter sido mais agressivo na avaliação das diferentes opções.

“Talvez, para mim, quando caí no treino, pudesse ter sido uma oportunidade para testar o pneu traseiro duro, porque eu já havia usado o médio no FP1.”

“Foi o momento certo, porque caí usando os pneus bons e precisei mudar. Talvez, para o futuro, precisemos ser mais inteligentes e testar tudo.” acrescentou.

A experiência de Motegi pode ganhar ainda mais importância para Marini a partir da próxima temporada, quando a Pirelli assumirá o fornecimento de pneus da MotoGP. Com diferentes especificações disponíveis nos fins de semana, o piloto entende que será fundamental não descartar antecipadamente uma alternativa apenas porque ela parece menos competitiva no papel.

“Para o próximo ano, quando teremos três especificações todas as vezes, isso é algo que precisamos levar em consideração”, concluiu Marini.

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