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MotoGP faz homenagem e relembra entrevista com Gresini: "Tinha o sonho de estar na pista"

O Mundial de Motovelocidade relembrou entrevista feita com o dirigente em 2017, exatos 25 anos após sua última vitória nas 125cc

23 fev 2021
09h09
atualizado às 10h24
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Gresini morreu em decorrência da Covid-19
Gresini morreu em decorrência da Covid-19
Foto: Aprilia / Grande Prêmio

A MotoGP fez uma série de homenagens a Fausto Gresini, que morreu nesta terça-feira (23), em decorrência da Covid-19. Como forma de relembrar o legado deixado pelo dirigente, a categoria decidiu republicar uma entrevista em que o italiano contou sua caminhada tanto como piloto como chefe de equipe.

O bicampeão das 125cc estava internado há quase dois meses para tratar o novo coronavírus. Após oscilar entre períodos de melhora e estado crítico, perdeu a batalha contra a doença - informações indicavam que havia morrido no início da semana, mas logo foram desmentidas pela família e equipe.

Como forma de seguir o legado deixado pelo lendário Gresini, como o nomeou, o Mundial de Motovelocidade repostou uma entrevista com o bicampeão das 125cc feita a exatos 25 anos após sua última vitória como piloto, em 2017. Primeiro, o dirigente contou como foi sua entrada para o esporte.

"Sonhei que um dia estaria na pista, talvez terminando em último, mas queria estar na pista. Não tinha a possibilidade financeira. Em uma tarde, junto com meu chefe da época, começamos a trabalhar em uma moto que seria a que competiria nas primeiras corridas", contou na época.

A MotoGP relembrou entrevista feita com Gresini em 2017
A MotoGP relembrou entrevista feita com Gresini em 2017
Foto: Reprodução / Grande Prêmio

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Em 1985, correndo pela Team Italy, conquistou o primeiro dos dois títulos na classe - o segundo foi em 1987. "Foi um sonho que se tornou realidade. Fui feliz com o que fiz como piloto. Poderia ter feito mais, mas foi uma boa experiência", seguiu o italiano.

Sete campeonato após o último caneco conquistado, decidiu pendurar o macacão, mas não se despediu do Mundial. Foi quando tomou a decisão de se tornar chefe de equipe. "Não é fácil para um piloto decidir terminar sua carreira e pensar em começar outra. Não tinha nada além de paixão e um bom projeto no papel", chegou a dizer.

Durante sua caminhada como dirigente, encarou a perda de dois de seus pilotos: Daijiro Kato em 2003, e Marco Simoncelli em 2011. "Kato imediatamente conseguiu bons resultados. Mas na primeira corrida de seu segundo ano, perdeu sua vida. Foi um momento difícil. Você se questiona o quanto gosta do trabalho, se poderia fazer algo diferente. Se pergunta sobre cada ação que tomou para entender se cometeu um erro", pontuou sobre o japonês.

"A Honda estava feliz em ter um piloto como ele [Simoncelli], que em seu segundo ano começou a conseguir os primeiros resultados - alcançou dois pódios. Mas veio aquele domingo que o tirou de nós. Perdi dois pilotos, minha carreira como chefe não foi fácil. Nunca é fácil sair de situações assim", seguiu sobre o italiano.

Mesmo com passagens tão dramáticas em sua carreira, Gresini sempre exaltou o seu papel no Mundial. "Nesses 20 anos como chefe de equipe, escrevi muitas páginas no motociclismo, representamos algo importante e somos orgulhosos disso. Preencho meus dias com as motos. O esporte é muito diferente de quando comecei, tenho experimentado a evolução como piloto e chefe de equipe", disse.

"Muito tem sido feito pela segurança e para fazer motos melhores. Todos que fazer meu trabalho contribuíram para tornar o motociclismo melhor e estou orgulhoso disso, pois sou uma parte disso tudo. Essa é a coisa mais importante", concluiu o dirigente.

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