Ex-lutador do UFC Tim Kennedy leva três tiros na perna em emboscada no Congo
Kennedy integrava grupo liderado por Erik Prince, fundador da empresa militar privada Blackwater
O ex-lutador de UFC e ex-membro do Exército americano, Tim Kennedy, foi baleado com três tiros na perna em uma emboscada no Congo, segundo informações da Reuters. Ele estava no país junto a forças ligadas a Erik Prince, fundador da Blackwater, uma histórica empresa militar privada que fornecia treinamento aos Estados Unidos.
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A emboscada atingiu a cerca de 20 pessoas, entre mortos e feridos. Ainda de acordo com a Reuters, a atual empresa de Prince, Vectus Global, opera no Congo, Haiti e em outras partes da África, fornecendo serviços de consultoria e segurança. Anteriormente, a empresa ajudou o exército do Congo a garantir a cidade de Uvira, no sul do Kivu, contra rebeldes apoiados por Ruanda que controlam áreas do leste.
O ataque que terminou com Tim Kennedy ferido ocorreu em 17 de setembro, em Kivu do Sul, segundo fontes que trabalham com o governo do Congo. Os mortos incluíram pelo menos sete congoleses e um ex-membro das Forças Especiais da Nova Zelândia, enquanto os feridos incluíram Kennedy e outro empreiteiro estrangeiro.
Kennedy está sendo tratado no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, nos subúrbios de Washington, nos Estados Unidos. O Departamento de Estado dos EUA e Walter Reed não quiseram comentar o caso, assim como os pais do ex-lutador não responderam aos pedidos de comentários feitos pela agência de notícias internacional.
O ex-lutador de UFC tem um popular canal de podcast e milhões de seguidores nas redes sociais, em que entrevista lutadores do UFC, veteranos, disruptores culturais e outros. Pai de quatro filhos, Kennedy postou suas opiniões sobre política, cultura, fitness e muito mais nas redes sociais. No entanto, ele não havia revelado detalhes sobre sua viagem ao Congo.
A empresa Vectus Global também não quis comentar o episódio. Uma fonte com conhecimento direto da operação informou à Reuters que essa é a primeira vez que ela registra vítimas no Congo.
Uma das fontes que trabalha para o governo do Congo disse que as forças ruandesas que apoiam os rebeldes do M23 podem tê-los surpreendido ao rastrear um drone usado para operações de vigilância em sua localização.
O Departamento de Estado norte-americano disse que não tem nenhum contrato com Erik Prince no Congo, embora autoridades norte-americanas tenham dito que planejam trabalhar mais de perto com a Vectus Global no Haiti.
O acordo para os rebeldes apoiados por ruandeses se retirarem de Uvira foi parte de acordos mais amplos intermediados pelo governo Donald Trump para tentar acabar com o conflito no leste do Congo.
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