Após medalhas no Mundial, governo inclui 27 judocas no Bolsa Pódio
Um dia após vencer o Mundial de Judô, na categoria (-57 kg) a judoca Rafaela Silva, ao lado das companheiras Sarah Menezes (-48kg), medalhista de bronze na competição e de ouro no Jogos Olímpicos de Londres 2012, e Érika Miranda (-52kg), medalhista de prata no Mundial, receberam outro prêmio: o Bolsa Atleta Pódio.
O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, anunciou nesta quinta-feira, no ginásio do Maracanãzinho, os 27 judocas que serão contemplados com a Bolsa Pódio. O projeto faz parte do Plano Brasil Medalhas, que pretende ajudar o Brasil a atingir a meta de ser top 10 na Olimpíada fo Rio 2016 e top 5 na Paralimpíada.
Pelo Bolsa Pódio, o atleta receberá mensalmente valores entre R$ 5 mil e R$ 15 mil por meio do Plano Brasil Medalhas. Serão investidos mais de R$ 1 bilhão até 2016 em 21 modalidades olímpicas e 15 paralímpicas.
Segundo Leyser, o número de contemplados pode variar a cada ano em razão de seus resultados. Entre os critérios para receber o benefício estão ficar entre os 20 melhores do ranking mundial e comprovar evolução na carreira compatível com a expectativa de medalhas em 2016. O atleta também precisa ser indicado por sua confederação esportiva, pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ou pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e pelo patrocinador público integrante do Plano Brasil Medalhas e ter seu plano esportivo aprovado pelo grupo de especialistas criado para essa finalidade.
A cada ano é realizada uma avaliação do cumprimento do plano esportivo e novos atletas podem ser incluídos. Também pode haver exclusões. Para o secretário, o Bolsa Pódio, é importante para ajudar o atleta a se preparar com mais tranquilidade para os grandes jogos da sua modalidade olímpica.
“Mais que o valor em si do Bolsa, a grande importância é a estabilidade dele, já que o patrocínio privado tem picos. Se você é campeão mundial ou olímpico, você tem um boom. Depois disso, vai caindo. E quando chega perto da Olimpíada ou de um Mundial, isso vai voltando. E o que é importante para você ser campeão não é o pós-jogo ou imediatamente antes de um grande evento. É preciso manter com toda a tranquilidade toda essa preparação para o ciclo. Além de ser um valor importante e significativo, ele traz estabilidade de você ter uma bolsa, tendo certeza que ela vai ser renovada dentro dos resultados esportivos. Ela vai dar tranquilidade para o atleta até 2016”, afirmou Leyser, que complementou que será preciso analisar por ciclos o auxílio.
Nem todas as modalidades olímpicas serão contemplados com a ajuda do Ministério do Esporte: somente as que o governo avalia como passíveis de medalhas nos Jogos Olímpicos de 2016. Mas segundo o dirigente, alguns esportes estão na porta de entrada do Plano Bolsa Medalha.
“Não são todas as modalidades olímpicas que a gente avalia que tenha chance de medalhas nos Jogos Olímpicos. Mas a medida que um atleta consiga um resultado, ele pode entrar no plano. Hoje não são todas, mas cada atleta que conseguir um bom resultado e avaliarmos que aponta para uma possibilidade de medalha em 2016, essa modalidade entra no plano e o atleta também. Hoje temos vários casos que estão próximos, na porta de entrada do Brasil Medalhas”, afirmou o secretário.
Para a judoca Sarah Menezes, a ajuda vem em boa hora e será muito importante para a preparação para os Jogos do Rio, em 2016. “Acredito que vai ajudar muito todos nós. Em tudo. Tanto para a prática do esporte, quanto na nossa vida pessoal”, falou a medalhista olímpica.
Os judocas contemplados são: Felipe Kitadai, Bruno Mendonça, Charles Chibana, David Moura, Diego Santos, Eleudis Valentim, Eric Takabatake, Erika Miranda, Gabriela Chibana, Katherine Campos, Ketleyn Quadros, Leandro Cunha, Luciano Corrêa, Luiz Revite, Marcelo Contini, Maria Portela, Maria Suelen Altheman, Mayra Aguiar, Nathalia Brígida, Rafael Silva, Rafaela Silva, Renan Nunes, Rochele Nunes, Sarah Menezes, Tiago Camilo, Victor Penalber e Walter Santos.
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