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LeBron na Filadélfia, Splitter em Chicago, Gui Santos em alta: o que esperar da nova temporada da NBA?

Narrador e jornalista da ESPN compartilha suas impressões sobre a nova temporada da NBA e aponta favoritos ao título

1 nov 2026 - 05h00
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A temporada da NBA de 2026-27 começou com Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs entre os principais candidatos ao título. Em entrevista ao Terra, o locutor e jornalista esportivo Ari Aguiar, da ESPN Brasil, também aponta o Philadelphia 76ers e o New York Knicks como equipes que merecem atenção na disputa pelo anel de campeão.

Para Ari, Thunder e Spurs largam em vantagem por reunirem elencos talentosos, profundos e construídos a partir de um processo de formação de jogadores. Apesar de outros concorrentes, o jornalista considera que, “pelo que fizeram no ano passado, são os dois grandes favoritos”.

O Thunder se destaca pela profundidade do elenco e pela capacidade de desenvolver talentos. Já San Antonio, que chegou à final da última temporada, fortaleceu o grupo e conta com o protagonismo de Victor Wembanyama que, segundo Ari, é um jogador “diferenciado”.

Na avaliação do narrador, um dos grandes diferenciais do Spurs é a capacidade de desenvolver jogadores dentro de uma identidade coletiva, sem depender exclusivamente de grandes estrelas consolidadas. Ele citou, por exemplo, os casos de Tony Parker e Manu Ginobili, ídolos e multicampeões da franquia do Texas.

“Eles têm essa cultura de desenvolver seus talentos ali dentro de San Antonio, diferente do Lakers, por exemplo, que sempre foi atrás de grandes estrelas já prontas”, comparou.

“E o Thunder é igualzinho. Eles vieram do draft e fizeram uma troca maravilhosa do Shai no Paul George. Draftaram Jalen Williams, Chet Holmgren, além de jogadores que não estão mais lá, como Isaiah Thomas e Aaron Wiggins, que foram extremamente importantes”, acrescentou.

LeBron pode ter um dos melhores elencos da carreira

A chegada de LeBron James ao Philadelphia 76ers é outro grande ponto de atenção para a temporada. Para Ari, o time reúne talento suficiente para disputar o título, embora o desempenho também dependa das condições físicas de Joel Embiid.

O locutor considera LeBron um caso excepcional na história do esporte: “Nunca vi ninguém nessa idade, com esse físico, jogar o esporte no mais alto nível durante tanto tempo”, afirmou.

Ari também destacou a presença de Jaylen Brown, campeão da NBA pelo Boston Celtics e eleito MVP das finais em sua trajetória, como um reforço importante para os Sixers. Na avaliação dele, a combinação de experiência e juventude pode fazer a diferença para o elenco de Filadélfia.

“Talvez tenha sido o melhor elenco que o LeBron James já teve na vida. Eu sei que ele jogou com Dwyane Wade e Chris Bosh lá em Miami, mas aquele time era basicamente esse trio, né?”, questionou. 

Para o narrador, uma eventual conquista do título por LeBron aos 42 anos teria um significado histórico. Ele comparou a possibilidade ao retorno de Michael Jordan às quadras após a primeira aposentadoria, seguido por três títulos consecutivos com o Chicago Bulls.

“Eu acho que essa história do LeBron ganhar um título com 42 anos de idade seria a segunda maior história da da NBA, mas com base também para a discussão”, disse.

Tiago Splitter participa de reconstrução dos Bulls

Entre os brasileiros da NBA, Tiago Splitter terá o desafio de comandar o Chicago Bulls em meio à reconstrução da franquia. Para Ari, a chegada do treinador é resultado de uma trajetória de preparação e experiência no basquete internacional, e não uma oportunidade conquistada por acaso.

“O Tiago já provou para todo mundo que ele é um excelente treinador, né? Ele está se moldando há bastante tempo para isso. Ele foi assistente no Brooklyn Netse, jogou na NBA, foi campeão com os Spurs… E ele é um cara extremamente inteligente”, comentou.

O jornalista também destacou o trabalho realizado por Splitter no basquete europeu e sua passagem pelo Portland Trail Blazers, na qual o técnico levou a franquia do Oregon aos playoffs pela primeira vez após cinco anos.

“O Tiago não caiu de paraquedas ali. É fruto de um conhecimento, de um trabalho muito grande, de uma dedicação muito grande pessoal dele para chegar como técnico do Chicago”, afirmou.

Ari acredita que o treinador terá tempo para desenvolver os jogadores e implementar uma nova mentalidade nos Bulls. Em vez de uma cobrança imediata por títulos, a expectativa é que a equipe se torne mais competitiva nos próximos anos. 

“Eu acho que o Tiago vai fazer parte de uma reconstrução do Chicago Bulls, com um time jovem, boas escolhas de draft e trabalho com quem já está lá”, projetou.

Mesmo após a derrota dura na estreia contra o Toronto Raptors, por 135 a 92, o narrador defendeu que o trabalho de Splitter deve ser avaliado a médio prazo. Ele também identificou a coletividade como uma das principais características herdadas da escola de Gregg Popovich, com quem o brasileiro trabalhou em San Antonio.

Gui Santos conquista espaço no Golden State Warriors

Outro brasileiro em destaque na NBA é Gui Santos. Na avaliação de Ari, seu espaço no Golden State Warriors vem sendo consolidado a partir de paciência, evolução técnica e confiança da comissão.

O jornalista ressaltou que o jogador passou por um processo gradual de desenvolvimento, aproveitando as oportunidades que recebeu para melhorar o jogo e ganhar espaço na rotação.

“Ele teve a paciência necessária, aprendeu, foi evoluindo, ficando mais forte e melhorando o jogo dele. E conquistou a confiança do Steve Kerr. Esse é o ponto mais importante”, afirmou.

Ari também destacou a capacidade de Gui contribuir em diferentes aspectos do jogo, com defesa, arremessos de três pontos, rebotes e infiltrações. Na avaliação dele, a confiança de Steve Kerr é especialmente importante, já que o treinador não costuma transformar jogadores jovens imediatamente em protagonistas.

NBA no Brasil?

Apesar de alguns jogos da NBA terem sido realizados fora dos Estados Unidos, em países como México, Inglaterra e Alemanha, Ari vê obstáculos para a realização destas partidas no Brasil em um futuro próximo.

O locutor comparou a liga à NFL, que tem ampliado a presença internacional, mas ressaltou que as diferenças entre os calendários e a quantidade de partidas tornam a logística do basquete mais complexa.

Enquanto a NFL concentra seus jogos em uma partida semanal por equipe, cada franquia da NBA disputa 82 partidas na temporada regular, muitas vezes com intervalos curtos entre os compromissos.

“Eu adoraria ver, seria ótimo. Mas sou meio pessimista em relação a isso (...) Eu não vejo essa possibilidade em um futuro muito perto”, admitiu. 

Até o momento, o Brasil recebeu apenas partidas da pré-temporada da NBA. Em outubro de 2013, o Chicago Bulls venceu o Washington Wizards na antiga HSBC Arena (atual Farmasi Arena), por 83 a 81. No mesmo local, em outubro de 2014, o Cleveland Cavaliers venceu o Miami Heat por 122 a 119, na prorrogação. Já em 2015, o Orlando Magic enfrentou o Flamengo e venceu a equipe local, no Rio de Janeiro, por 90 a 73.

Fonte: Portal Terra
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