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Testemunha da morte de Daniel recebeu ameaças, diz advogado

"Ele mandou avisar que nem é pra você você voltar porque ele está atrás de você para te apagar", diz a mensagem do amigo da testemunha

20 nov 2018
11h45
atualizado às 12h10
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Foram descobertas novas informações sobre o caso da morte do atleta Daniel Freitas, que teve passagens por São Paulo e Botafogo. De acordo com as novas informações da Polícia Civil, a primeira testemunha do ocorrido a prestar depoimento, que não teve identidade revelada, teria recebido ameaças de morte após o assassinato do jogador.

Daniel, de 24 anos, foi encontrado em São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
Daniel, de 24 anos, foi encontrado em São José dos Pinhais, no dia 27 de outubro (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
Foto: LANCE!

Jacob Filho, advogado que defende a testemunha, teria ido na Delegacia de São José dos Pinhais para entregar as mensagens de áudio e texto que foram enviadas para comprovar as acusações. O conteúdo das mensagens foi enviado no mesmo dia da morte de Daniel por um amigo em comum entre a testemunha e Edison Brittes Júnior, autor do crime.

"Foi um cara bandidão na casa do... lá, querendo saber de você. Aí ele mandou avisar que nem é pra você você voltar porque ele está atrás de você para te apagar", diz a mensagem do amigo da testemunha e de Edison.

De acordo com a Polícia, a testemunha participou de um encontro organizado por Edison, que teve presença de várias pessoas que estavam na casa no dia do crime, como a esposa Cristiana e a filha Alana Brittes. O autor confesso do assassinato teria convocado a reunião para combinar uma versão sobre o crime, que deveria ser falada igualmente à polícia. O advogado Jacob filho apresentou também outras mensagens que teriam sido enviadas para a mãe da testemunha por seu amigo:

"Veio um amigo meu perguntar dele. Falaram que estavam atrás dele uns caras mais da pesada. Então, melhor ele ficar por aí mesmo", traz a mensagem.

Jacob Filho aproveitou para dizer que a testemunha estaria escondida em uma cidade fora do Paraná, por medo das ameaças: "Ele está escondido, com muito medo, amedrontado, obviamente, porque se deparou com uma situação como essa", falou o advogado.

Devido às mensagens mostradas pela defesa da testemunha, o advogado de Edison Brites, Claudio Dalledone, disse que os áudios não apresentam validade jurídica.

"Apenas demonstram a necessidade de quem os trouxe manter um protagonismo no caso Daniel", trouxe uma nota divulgada por Claudio.

Até agora sete pessoas foram presas: Edison Brites, Cristiana Brites, Alana Brites além de outros quatro suspeitos que participaram das agressões: Eduardo Purkote, Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian.

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