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Raposa forte: 10 vezes em que o Cruzeiro superou grandes rivais nacionais em jogos decisivos

Em tempos de pausa no futebol e com o Cruzeiro tentando se recuperar da maior crise da sua história, uma lembrança para seu torcedor, do passado glorioso do clube

8 abr 2020
07h01
atualizado às 07h01
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O torcedor do Cruzeiro tem tido muitas dores de cabeça nos últimos meses com a descobertas das falcatruas na gestão Wagner Pires de Sá, que resultaram em um amargo, mas inédito rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

E, em 2020, a Raposa tenta se recuperar e com a parada de futebol devido à crise do coronavírus, que travou o planeta na economia e também na luta para manter vidas com a Covid-19 atingindo milhares de pessoas.

Por isso, em tempos sem bola, o cruzeirense pode lembrar 10 vezes em que o clube superou as grandes forças do futebol brasileiro em jogos decisivos, valendo vagas em mata-matas, decisões nos pontos corridos e títulos. Cruzeirense, mate a saudade da Raposa vencedora.

A última grande conquista da Raposa foi a Copa do Brasil de 2018, chegando ao inédito bicampeonato da competição mata-mata-(EDUARDO CARMIM/PHOTO PREMIUM)
A última grande conquista da Raposa foi a Copa do Brasil de 2018, chegando ao inédito bicampeonato da competição mata-mata-(EDUARDO CARMIM/PHOTO PREMIUM)
Foto: Lance!

Cruzeiro supera o Santos de Pelé pela Taça Brasil de 1966

O título sobre a equipe do Rei do Futebol, elevou a Raposa ao patamar de grande clube fora de Minas Gerais. E, o seu debut entre os gigantes foi logo em cima do bicampeão da Libertadores e Mundial, que além de Pelé, contava com Pepe, Coutinho, Mengálvio, entre outros craques. Foram duas vitórias incontestáveis do time de Tostão, Raul, Dirceu Lopes, Natal e companhia.

O ano de 1966 colocou a Raposa de vez no cenário nacional do futebol-(Reprodução/TV Globo)

Troco do Cruzeiro na Libertadores de 1976 sobre o Inter de Falcão

Em 1975, o Cruzeiro havia perdido o título brasileiro para o Internacional, em dois jogos que o goleiro Manga segurou a Raposa e os poderosos chutes de Nelinho. Todavia, no ano seguinte, em um jogo espetacular, pela fase inicial da Libertadores, o time mineiro se "vingou" e venceu por 5 a 4, em um dos jogos mais emblemáticos da história celeste.

Cruzeiro x Internacional - Gol do Palhinha Libertadores 1976 (Foto: Arquivo Estado de Minas)

Primeira Copa do Brasil em cima do Grêmio-1993

A equipe mineira chegou em sua primeira final de Copa do Brasil contra o já "copeiro! Grêmio. No jogo de ida, houve um empate entre gaúchos e mineiros, ficando a decisão para o Mineirão. O Cruzeiro não decepcionou e Roberto Gaúcho e Cleisson deram o primeiro dos seis títulos do maior mata-mata nacional para a Raposa.

]foi o primeiro título de Copa do Brasil da Raposa-(Foto: Reprodução)

Título épico sobre o Palmeiras "Seleção" dos 100 gols em 1996

Quando os Palestras se encontraram na final da Copa do Brasil de 1996, o Cruzeiro era o "patinho feio" da decisão, pois pela frente havia um time, comandado por Vanderlei Luxemburgo, com Rivaldo, Djalminha, Cafu, Roberto Carlos, Muller, Luizão, entre outros. Uma máquina de jogar futebol que marcara mais de 100 gols no Paulistão daquele ano. Logo, a missão celeste era tida como uma epopéia improvável.

No Mineirão, empate por 1 a 1, com o gol fora de casa aumentando a vantagem palmeirense que precisava apenas de um 0 a 0 para lavar o caneco. Porém, em uma virada espetacular da Raposa, comandada por Marcelo Ramos e Roberto Gaúcho, o Cruzeiro fez 2 a 1 no Parque Antártica e faturou o bicampeonato da Copa do Brasil.

O time azul superou a seleção palestrina no Parque Antártica-(Reprodução)

Outro gigante derrubado na Copa do Brasil: o São Paulo de Rogério Ceni

No ano 2000, a Raposa chegava a sua quarta decisão de Copa do Brasil sem sete anos. Desta vez, o time mineiro teria de superar o Tricolor do Morumbi, de Rogério Ceni, Marcelinho Paraíba e França.

Mais uma vez, na ida houve um empate. Só que ao contrário do duelo com o Palmeiras, a decisão foi no Mineirão lotado. O drama da conquista foi quase tão grande quanto a decisão de 1996. O São Paulo saiu na frente, com Marcelinho Paraíba e o título estava muito perto do tricolor.

A história mudou com uma tabela incrível de Fábio Júnior com Muller, bicampeão do mundo pelo São Paulo. O atacante cruzeirense fez um lindo pivô, deixando Fábio na cara de Ceni, para empatar o jogo. Mas, a grande emoção do jogo ainda estava por vir. Aos 44 minutos do segundo tempo, Rogério Pinheiro fez falta em Geovanni, foi expulso e o camisa 11 da Raposa foi para a cobrança de falta. Muller gritou para ele: "Chuta direto e forte".

Geovanni obedeceu, bateu forte por baixo da barreira, sem chances para Ceni, que viu a bola entrar o Mineirão explodir de alegria. Era a terceira conquista celeste na Copa do Brasil.

Com gol aos 44 do segundo tempo, o Cruzeiro venceu outra Copa do Brasil-(Divulgação)

Consagração da Tríplice Coroa de 2003 sobre o Fluminense

No último jogo junto à sua torcida no Campeonato Brasileiro de 2003, que inaugurou a era dos pontos corridos, o Cruzeiro sobrou na competição, com Alex, Maldonado, David, Aristizábal, Gomes e companhia, se tornando a equipe com mais gols, mais pontos da história do Brasileiro até então.

Antes de finalizar a campanha incrível, a Raposa fez uma partida de confirmação do título, diante do Fluminense, aplicando uma goleada de 5 a 2, com direito a um golaço de cobertura de Alex. Foi a cereja do bolo azul naquele ano, que conquistou o Mineiro e a Copa do Brasil daquele ano mágico.

A Raposa recebeu o troféu no duelo contra o Flu naquele histórico Brasileiro-(Divulgação/Cruzeiro)

Na "final" antecipada, deu Raposa no Brasileiro de 2013 sobre o Fogão

No dia 18 de setembro de 2013, o Cruzeiro conquistaria o primeiro de dois títulos seguidos no Brasileiro. Mas, o grande rival naquele ano, até aquele momento era o Fogão, que estava a quatro pontos dos mineiros e lutava para se aproximar.

O time carioca teve chances de colocar a bola nas redes, mas Seedorf perdeu um pênalti. O que foi fatal para o Botafogo, pois Nilton e Júlio Baptista, duas vezes, anotaram os gols celestes, sacramentando o 3 a 0 e arrancada final rumo ao título.

Júlio Baptista marcou duas vezes no duelo com o Fogão-(Foto: Divulgação/Cruzeiro)

Raposa repete a dose em uma decisão de Copa do Brasil e supera o Flamengo

Em 2003, Cruzeiro e Flamengo fizeram a primeira decisão do maior mata-mata nacional. E, deu o time mineiro, de Alex e cia, com um golaço de letra no jogo de ida e uma atuação segura, confirmando o título. Passaram 14 anos, e os dois se encontraram novamente em uma final.

Na ida, empate por 1 a 1. Na volta, outra igualdade, desta vez por 0 a 0. Como o regulamento havia mudado, o gol fora de casa não contava mais como critério de desempate e o título foi decidido nos pênaltis.

E, o time celeste foi mais competente e saiu de campo, no Mineirão lotado com sua quinta conquista de Copa do Brasil. Os dois times se encontrariam em outro mata-mata em 2018, mas oitavas da Libertadores. E, novamente o Cruzeiro levaria a melhor, superando o Rubro Negro em dois jogos.

O Fla não foi páreo para a Raposa em 2017-(Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

Cruzeiro goleia Vasco em São Januário e o elimina da Libertadores de 2018

A Raposa, campeã da Copa do Brasil de 2017, entrou na Libertadores do ano seguinte como uma das favoritas ao título e tinha no seu grupo o Vasco da Gama. Em uma atuação impecável, o time azul fez 4 a 0 no Cruzmaltino, sacramentando a liderança do Grupo 5 e tirando os cariocas da competição sul-americana daquele ano.

A Raposa goleou o Vasco, eliminando o time carioca da Libertadores daquele ano-(Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Última grande saga: bi da Copa do Brasil em cima do Timão, fora de casa

Antes da maior crise de sua história, com direito a rebaixamento para a segunda divisão, o Cruzeiro proporcionou uma alegria extra ao seu torcedor: uma conquista épica sobre o Corinthians na Copa do Brasil, com uma vitória no segundo jogo de forma categórica, coroando a Raposa como o maior vencedor do torneio, com seis conquistas. Era o ato final de um gigante que se afundaria dentro e fora de campo.

O título sobre o Timão foi simbólico pelo estilo Mano Menezes de jogo, sempre com foco na defesa, mas dando resultados, Porém, as individualidades ainda eram vitais na equipe, com Arrascaeta e Thiago Neves sendo decisivos mais uma vez. O triunfo na arena corintiana ainda reverbera na Toca da Raposa, que busca seu passado, recente, de sucessos, mas antes de tudo, quer voltar a ser uma equipe da elite nacional novamente.

A consagração azul em plena arena corintiaana-(Luis Moura / WPP)

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Lance!
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