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Pássaro se ampara em números para pregar calma com jovens do Vasco: 'Vamos buscar o equilíbrio'

Diretor executivo de futebol explicou de que maneira irá reestruturar o elenco para a temporada 2021: 'Nos últimos 16 times que subiram a média era maior que 25 anos'

28 fev 2021
08h33
atualizado às 08h33
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O torcedor do Vasco tem um justificado carinho pelas categorias de base do clube. Também pudera. Além de ídolos que dela saíram, títulos são rotina. E há quem tenha se empolgado com a utilização de um time jovem nos dois primeiros jogos do Campeonato Carioca. Contudo, a média de idade deverá subir consideravelmente, principalmente na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Pássaro terá autonomia para ajudar o treinador Marcelo Cabo na montagem do elenco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
Pássaro terá autonomia para ajudar o treinador Marcelo Cabo na montagem do elenco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
Foto: Lance!

- Não podemos errar no processo. Nos últimos 16 times que subiram (da B para a A) a média era maior que 25 anos. Isso mostra que é assim. Não adianta a gente achar que uma base boa vai sustentar. Se não, os maiores clubes do mundo só usariam a base. Não podemos iludir nem antecipar - explicou o diretor executivo de futebol do Cruz-Maltino, Alexandre Pássaro, na última sexta-feira.

O grupo que foi rebaixado no último brasileiro já era composto por muitos jovens, e vem sendo uma rotina do clube nos últimos anos. Mas nem sempre a resposta é imediata. O goleiro Lucão, de 20 anos, falhou num jogo decisivo; Bruno Gomes, de 19, teve as primeiras chances em 2019, perdeu espaço e o recuperou mais recentemente. Faz parte.

A formatação do elenco teve esperança no amadurecimento de Vinícius, Talles Magno e Gabriel Pec como pontas eficientes desde o início da temporada. No ano anterior havia Marrony, mais maduro, e Rossi.

- Hoje, 51% do nosso elenco é formado na base. Cinco ou seis acabam indo para o jogo e nós não podemos interferir, é trabalho do treinador. O que eu entendo é que todo time tem que ser equilibrado na idade. Tem um conceito americano usado em diversos esportes que diz que 33% do elenco tem que ser de atletas mais novos, 33% um pouco mais velhos e outros mais velhos ainda. Não vamos montar time assim só, mas vamos buscar equilíbrio - ponderou Pássaro. E completou:

- Hoje temos um número alto frente ao cenário que vamos enfrentar. No contrato do próximo treinador terá a diretriz de como o elenco precisa ser montado. No acordo vai ter a determinação de planejamento de que pelo menos um terço do time tem que ser formado na base do Vasco. Não adianta ter base frutífera e não ter espaço. Tudo isso vai ser conversado e assinado - garantiu o executivo.

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