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No drama dos pênaltis: como a Croácia eliminou a Dinamarca

Dinamarqueses surpreendem com bom jogo e seguram o técnico time croata, que teve a vitória nos pés de Modric, que perdeu pênalti na prorrogação. Mas nos penais, 3 a 2

1 jul 2018
18h03
atualizado às 18h12
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Em jogo limpo, com poucas faltas e um cartão amarelo, a Croácia eliminou a Dinamarca, nos pênaltis, por 3 a 2, e está classificada para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Perisic se antecipa e domina a bola, com Shone observando. Uma das três maiores estrelas da Croácia, o camisa 4 teve uma atuação burocrática contra a Dinamarca (AFP)
Perisic se antecipa e domina a bola, com Shone observando. Uma das três maiores estrelas da Croácia, o camisa 4 teve uma atuação burocrática contra a Dinamarca (AFP)
Foto: Lance!

O jogo terminou 1 a 1 no tempo normal, com os gols saindo logo no início: Mathias Jorgensen, no minuto inicial, fazendo 1 a 0 para a Dinamarca e Mandzukic empatando aos três.

A Dinamarca surpreendeu, pois não armou um ferrolho e durante boa parte da partida, principalmente no segundo tempo, após a entrada do volante Shone, dominou as ações, mesmo enfrentando uma das seleções mais técnicas do Mundial. Embora não tenha jogado bem, a Croácia teve tudo para vencer com a bola rolando: no segundo tempo da prorrogação, Modric perdeu um pênalti, defendido por Schmeichel (que foi o "Homem do Jogo" em votação na Fifa).

Com isso, a Croácia enfrentará nas quartas de final a seleção da Rússia, que na primeira partida deste domingo, eliminou a Espanha nos pênaltis, por 4 a 3, após empate de 1 a 1 no tempo normal e nenhum gol na prorrogação.
O duelo ocorrerá no próximo sábado, em Sóchi.

Como as seleções começaram

Enquanto a Croácia não surpreendeu na escalação, a Dinamarca entrou bem diferente. O lateral-esquerdo Larsen foi trocado por Knudsen. Na frente, o atacante Nicolai Jorgensen perdeu a posição para Cornelius e Sisto foi barrado para a entrada de Braithwaite. O treinador dinamarquês também fez uma alteração tática, recuando Mathias Jorgensen para fazer o miolo com o capitão Kjaer e Christensen como um volante quase terceiro zagueiro. Já a troca Cornelius/Jorgensen foi seis por meia dúzia, pois o camisa 21 fez a mesma função: pivô para as chegadas de Braithwaite e Poulsen pelos flancos e Eriksen pelo meio.

Que início!

Os dois gols relâmpago surgiram de lances fortuitos. No primeiro minuto, um lateral cobrado por Knudsen para dentro da área encontrou Mathias Jorgensen, que tocou meio sem jeito. A bola bateu no goleiro Subasic, na trave e entrou. Dois minutos depois, um cruzamento de Rakitic estourou no corpo de Chirstensen e sobrou para Mandzukic livre empatar. Início frenético: três minutos e 1 a 1 no placar.

Croácia se impõe

Após o início frenético, ocorreu o que todos imaginavam. Muito toque de bola e domínio croata, com a Dinamarca, buscando jogadas em velocidade e, em alguns momentos, levando perigo. Adiantando a marcação, a Croácia jogou nos erros de passe do rival. E foi roubando algumas bolas que teve chances que resultaram num lance que Mandzukic pediu pênalti (inexistente) e, aos 28, a grande oportunidade tripla com Rakitic, Rebic (Schmeichel salvou ambas) e Perisic. Este último , próximo da pequena área, furou e, na continuação, isolou.

Jogo aberto

Os 15 minutos finais foram muito bons, aberto, com os times criando oportunidades e poucas faltas (a Croácia fez apenas três em 45 minutos). A Croácia quase virou numa bola parada (falta que Modric levantou na cabeça de Lovren) e a Dinamarca levantou a sua torcida quando Eriksen acertou a trave de Subasic. Os aplausos das duas torcidas ao fim do primeiro tempo confirmaram o bom futebol apresentado.

Início da etapa final
O segundo tempo começou morno demais e isso teve muito do dedo do treinador da Dinamarca. Ele tirou Christensen e colocou Shone, que passou a ditar o ritmo na saída de bola. Ao mesmo tempo, o time escandivano adiantou a marcação, acabando com os espaços para Modric, que sumiu em campo. Perisic passou a jogar pela esquerda, mas o camisa 4 também estava apagado. Porém, apesar do bom jogo, a Dinamarca não assustou, pois Braithwaite sempre errava no domínio da bola e Cornelius, na oportunidade que teve, foi traído pelo toque da bola e não conseguiu acertar a finalização.

Dinamarca gosta do jogo

Com a Croácia se omitindo de atacar, Modric andando em campo e Perisic mal, o treinador Zlatko Dalic tratou de apostar na entrada de Kovacic no lugar de Brozovic para mudar a cara do jogo. Mas apenas quando os laterais adiantavam e buscavam os cruzamentos é que a bola pelo menos rondava a área da Dinamarca, muito pouco para furar a defesa que menos gol tomou neste ano no futebol mundial.

Vai pra prorrogação

A Croácia só foi dar o primeiro chute certo no gol, aos 32 minutos, defesa tranquila de Schmeichel. Depois, nos dez minutos finais, na pressão, o time croata pressionou, mas faltou sempre acertar a finalização. A Dinamarca administrou o empate até o apito final.

Na prorrogação/ 1º Tempo
Com a Croácia parecendo muito cansada, quem mandou nos 15 primeiros minutos da prorrogação foi a Dinamarca. Teve maior posse de bola e quem criou perigo, com chuveirinho e num chute de Shone. mandaram bem num lance: um lançamento de Modric que Kramaric chutou mascado e a bola quase enganou Schmeichel, que mandou para escanteio. Já era o finzinho da etapa inicial, mas esse lance ao menos fez Modric acordar em campo, pois ele passou a querer mais o jogo.

Na prorrogação / 2º Tempo
O jogo corria morno, jeitão dos times querendo ir para os pênaltis. Mas ai, aos seis, Modric lançou Rebic, que entrou na párea, tirou o goleiro e quando o camisa 18 iria tocar para o gol vazio, foi calçado por Mathias Jorgensen. Pênalti claro que Modric cobrou nas mãos de Schmeichel. Não era dia do 10 croata.

Nos pênaltis

Um festival de péssimas cobranças (veja abaixo quem acertou e quem errou0. No fim, a Croácia foi menos pior e, após a cobrança de Rakitic, venceu por 3 a 2. Ufa!

Torcida
O estádio não lotou e o publico de 40.851 foi o menor no Ninjy nesta Copa. Provavelmente, muitos russos locais que tinham ingresso resolveram festejar a classificação da sua seleção na Fan Fest, que, em relação ao estádio, fica do outro lado da cidade de Nijny Novgorod. Nas arquibancadas, os torcedores croatas eram muito mais numerosos, espalhados e com as tradicionais camisas em formato de toalha de mesa em vermelho e branco. A torcida da Dinamarca só fazia vista à direita das tribunas: cerca de 300 escandinavos se aglomeravam com as camisas vermelhas bem berrantes e acompanhavam a partida de pé. Em relação ao apoio, muitos aplausos, mas nem em sonho os torcedores das duas seleções repetiam o barulhos dos latinos, africanos e, principalmente dos iranianos.

Tapete
O gramado, nos últimos dias, recebeu muito tratamento com canhão de luzes artificiais e água. A ponto de as seleções nem fazerem o tradicional reconhecimento. Assim, a Croácia fez um esquenta para as fotos num campinho a 1km do Nijny e a Dinamarca treinou no campo do Lokomotiv, a 10km do jogo deste domingo.

Copa maluca

Considerando os lados da chave desta reta final da Copa, o vencedor de Croácia e Rússia terá pela frente na semifinal uma das seguintes seleções: Suécia, Suíça, Colômbia ou Inglaterra. De todos, apenas a Inglaterra já foi campeã do mundo.


FICHA TÉCNICA

CROÁCIA 1X1 DINAMARCA (3 a 2 nos pênaltis)
Local: Estádio de Nijny Novogorod, (Rússia)
Data-Hora: 1/7/2018 - 15h (de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Auxiliares: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Público/renda: 40.851
Cartões amarelos: - Mathias Jorgensen (DIN)
Cartões vermelhos: -
Gols: Mathias Jorgensen, 1'/1ºT (0-1); Mandzukic, 3'/1ºT (1-1)

Nos pênaltis:
Kramaric e Modric e Rakitic marcaram para a Croácia. Badelj e Pivaric perderam;

Kjaer e Krohn-Dehli marcaram para a Dinamarca; Eriksen, Shone e Nicolai Jorgensen perderam

CROÁCIA: Subasic; Vrsjalko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric, 35'/2ºT); Rakitic, Brozovic (Kovacic, 26'/2ºT), Modric e Perisic (Kramaric, 6'/1ºT da prorrogação); Rebic e Mandzukic (Badelj (3'/2ºT da prorrogação). Técnico: Zlatko Daric.

DINAMARCA: Kasper Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Mathias Jorgensen e Knudsen; Christensen (Shone, Intervalo) e Delaney (Krohn-Dehli, 7'/1ºT da prorrogação); Poulsen, Eriksen e Braithwaite (Sisto, Intervalo da prorrogação); Cornelius (Nicolai Jorgensen, 20'/2ºT). Técnico: Age Hareide.

Lance!
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