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"Não posso ficar sem ter a ilusão de vencer", diz Sampaoli

Técnico agradeceu os gritos na Vila Belmiro a favor de sua permanência, e anunciou reunião com Paulo Autuori, na próxima semana, para definir planejamento para 2020

16 nov 2019
19h58
atualizado em 17/11/2019 às 09h22
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Aos gritos de "Fica, Sampaoli!", o Santos entrou em campo neste sábado, na Vila Belmiro, para encarar o São Paulo. A partida terminou o empatada em 1 a 1 - suficiente para garantir o time praiano na fase de pré-Libertadores do ano ano que vem, mas não para afirmar a permanência do treinador na Baixada santista.

SEMPRE AGITADO: Jorge Sampaoli à beira do campo na Vila Belmiro, neste sábado (Foto: Ivan Storti/Santos)
SEMPRE AGITADO: Jorge Sampaoli à beira do campo na Vila Belmiro, neste sábado (Foto: Ivan Storti/Santos)
Foto: LANCE!

O treinador anunciou uma reunião com Paulo Autuori nesta semana, para definir o planejamento para 2020, mas voltou a tocar na tecla de que precisa receber um time competitivo.

"Claro que o clube precisa definir a postura, meu segundo ano é para ter possibilidade, não posso ficar aqui sem ter a ilusão de fazer o que as pessoas querem (vencer). Se posso ficar em um lugar que estou feliz, com gente que me abraça, com possibilidade de ganhar, não tem porque não ficar. Mas te digo, esse carinho, se não se vence, pode se transformar em ódio. Então se não ganhar, é mal, e não quero que me vejam assim, quero ganhar sempre, e para isso precisa pelo menos ter um estilo e jogadores que se adequem a ele. Se não posso dar o que as pessoas querem, não posso ficar sendo o responsável", disse Sampaoli, analisou a postura da equipe em casa, e agradeceu ao carinho dos torcedores tanto dentro, como fora do estádio.

"Jogamos como sempre jogamos na Vila, tivemos muitas chances, mas faltou ser contundente, e essa falta pesa em rivais que ainda estão vivos. Mas não tem muita diferença entre jogar dentro ou fora, tentamos jogar igual sempre, fizemos uma partida muito intensa. Sobre o carinho popular, me deixa feliz, onde vou, na barbearia, caminhando, a gente de Santos me respeita, durante todo ano, com um time não tão grande, com dificuldades, sempre me abraçaram, em todo lugar que tem gente, pobre, rica, sempre manifestam carinho comigo, isso me alegra muito", comentou.

O comandante alvinegro não deixaria de analisar o clássico. Para ele, o Santos foi melhor no primeiro tempo, inferior no segundo, mas teve as melhores chances para vencer.

"Acho que no segundo tempo deixamos de ser protagonistas, mas as chances de gol foram mais claras pra gente do que para eles, mas claro, eles fizeram o gol, e com a bola jogaram muito bem, é um a característica do time, dos jogadores. Sem a bola sofremos para recuperar. Eles são uma equipe que com a bola joga muito bem. Creio que tanto no primeiro tempo como no segundo tempo, antes do gol deles, tivemos chances de matar a partida. Everson praticamente não teve trabalho, mas foi uma partida dura. Seguimos buscando a vaga na Libertadores, mantendo nosso estilo e preparando para o próximo jogo", completou.

Lance!
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