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Fifa é processada por maus tratos de trabalhadores no Catar

Nadim Shariful Alam, de Bangladesh, pede 11.500 dólares de indenização e que a entidade obrigue o país a adotar padrões trabalhistas

11 out 2016 - 19h15
(atualizado em 11/10/2016 às 09h44)
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A realização da Copa do Mundo no Catar segue enfrentando vários problemas e polêmicas. Desta vez, um homem de Bangladesh está processando a Fifa dizendo ter sido brutalmente explorando enquanto trabalhava nos estádios do Mundial. Segundo ele, a entidade está sendo conivente com as más condições de trabalho.

Nadim Shariful Alam, de 21 anos, pede que a Fifa obrigue o país a adotar "padrões trabalhistas mínimos" para os imigrantes envolvidos nas construções, incluindo ao menos o direito de se demitir ou sair do país. O autor da ação pede cerca de 11.500 dólares de indenização e coloca o principal órgão do futebol mundial como responsável direto pelas más condições na sede da Copa de 2022.

Em esboço de uma carta a ser apresentada à Corte de Comércio de Zurique, Nadim Shariful Alam diz que descarregava navios que transportavam materiais de construção e teve seu passaporte apreendido e foi forçado a trabalhar por 18 meses sob péssimas condições. Ele ainda afirma que teve que pagar suas refeições de seu próprio bolso.

A Confederação de Sindicatos da Holanda (FNV), quem levantou o processo, deu três semanas para que Gianni Infantino admita a cumplicidade no caso e pague a quantia.

Alam revelou que depois foi demitido e deportado, recebeu pouquíssimo dinheiro e sequer recuperou a taxa paga no recrutamento original. A Fifa vem enfrentando acusações pela escolha de Catar desde 2010, quando o país foi elegido. Em abril, a entidade anunciou a criação de um comitê para supervisionar as condições de trabalho.

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