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Com mais de 20 mil km viajados em 11 dias, Fluminense pode encaminhar vaga e tenta equilibrar desgaste

Por conta da pandemia e dos protestos na Colômbia, Tricolor sofreu com mudanças repentinas em locais dos jogos da Libertadores

6 mai 2021 06h02
| atualizado às 10h50
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O primeiro mês da volta do Fluminense à Libertadores vem sendo intenso. E, em meio a dois dos três jogos fora de casa nesta fase de grupos somados à semifinal do Campeonato Carioca, o Tricolor se deparou com problemas de logística e percorrerá mais de 20 mil km, por vias aéreas, em 11 dias. A próxima parada desta viagem será nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no Estádio Monumental Banco Pichincha, em Guayaquil (EQU), em partida contra o lanterna Junior Barranquilla (COL), que terá transmissão em tempo real do LANCE!. Depois, a equipe de Roger Machado terá uma sequência no Rio de Janeiro.

Contra o Santa Fé, na Colômbia, Fluminense conquistou seus primeiros três pontos na Libertadores LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Contra o Santa Fé, na Colômbia, Fluminense conquistou seus primeiros três pontos na Libertadores LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Foto: Lance!

Embora o torneio sul-americano seja considerado mais importante, o Flu também espera chegar à decisão do Estadual. No orçamento de 2021, a previsão era pelas fases finais, garantindo ao menos R$ 1 milhão se avançar. Mas a missão de evitar os desgastes em meio à maratona ganhou o complicador das constantes mudanças fora do país. O Flu vive uma verdadeira odisseia desde a última semana, que se iniciou antes mesmo do primeiro embarque para a Colômbia.

Se contra o Santa Fé (COL), a mudança do local da partida de Bogotá (COL) para Armênia (COL), se deu por conta de um decreto das autoridades locais para evitar aglomerações, desta vez, o Fluminense se viu vítima de tensões políticas. Isso porque, mediante ao caos social instaurado na Colômbia, por meio de protestos da população contra a reforma tributária no país, a Conmebol decidiu mudar a sede da partida para Guyaquil, no Equador.

A "boa" notícia em meio ao caos é que, mesmo com tantas mudanças, o Tricolor não precisará se preocupar com os gastos nos deslocamentos. O regulamento da Libertadores sobre alteração de local diz que o time mandante é o responsável financeiro por estas situações.

Entretanto, o desgaste preocupa. Em pelo menos oito voos diferentes, até voltar para o Rio de Janeiro, na sexta-feira, a delegação pode chegar a percorrer 22.772,52 km. Em termos de comparação, em uma viagem de ida para Tóquio, no Japão, a distância total é de 18.555 km, apenas um pouco a menos.

Todo o deslocamento se soma aos jogos. Depois do Santa Fe no dia 28, o Fluminense teve a Portuguesa em 2 de maio, terá o Junior Barranquilla nesta quinta e entra em campo novamente no domingo, pelo jogo de volta da semifinal do Estadual, no Maracanã.

Veja a linha do tempo das viagens do Tricolor:

26 de abril: após pouco mais de seis horas de voo em avião fretado, Fluminense desembarca em Bogotá, onde seria a partida contra o Independiente Santa Fe. Ali, o jogo já estava ameaçada e durante o voo foi informado que não aconteceria na capital colombiana por conta de medidas contra a Covid-19. Foram 4.538,59 km percorridos durante a viagem.

28 de abril: depois de treinar em Bogotá na quarta-feira - véspera do jogo -, o Tricolor vai para Armênia na manhã do dia da partida, também em avião fretado, em voo de 40 minutos. Foram 177,44 km percorridos neste trajeto.

29 de abril: poucas horas após a primeira vitória na Libertadores, delegação volta para Bogotá (uma hora de viagem) e, da capital colombiana, ruma novamente ao Rio (mais um voo de seis horas). Ali, foram 177,44 km de Armênia para Bogotá e, posteriormente, 4.538,59 km para retornar ao Brasil.

4 de maio: mesmo com toda a incerteza em cima de onde seria a partida, Flu viaja para Barranquilla, percorrendo 5.099,36 km em um voo de sete horas. Por conta de protestos no país, a partida está ameaçada e os jogos de quarta-feira são remarcados para outros locais.

5 de maio: Fluminense treina em Barranquilla e sabe no início da tarde que não poderá jogar no local em razão da tensão política. À noite, a delegação viaja a Guayaquil (três horas de voo), no Equador. São 1.570,87 km de distância.

7 de maio: O planejamento do clube é que a delegação volte para Barranquilla após o jogo contra o Junior (nova viagem de três horas). Assim, da cidade colombiana, o Fluminense retorna ao Rio de Janeiro. São 1.570,87 km de Guayaquil para Barranquilla, e mais 5.099,36 km para voltar ao Rio.

SITUAÇÃO DO GRUPO

Se vencer novamente fora de casa, o Tricolor ficará em situação muito confortável no Grupo D. Isso porque, a equipe seguraria o Junior, que tem apenas um ponto somado, e terminaria a rodada com poucas chances de classificação.

Além disso, o resultado ideal do outro duelo seria o empate. Assim, em caso de igualdade entre Santa Fé e River Plate (ARG), o Flu pode abrir dois pontos de vantagem para os argentinos - que atualmente somam quatro pontos - e cinco para os colombianos - que contam com um até então.

Lance!
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