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Adriano relembra como recebeu a notícia da morte do pai

Testemunho do ex-jogador brasileiro foi dado em série onde grandes nomes da Inter de Milão falam sobre vida pessoal e relação com o clube

5 mai 2020
08h39
atualizado às 08h46
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Nem mesmo o próprio Adriano Imperador faz questão de esconder que o falecimento de seu pai, Almir Ribeiro, no ano de 2004 foi um dos pontos que mais o afetaram emocionalmente. Ponto esse, aliás, sempre colocado como um dos principais na sequência inconstante da sua carreira até pendurar as chuteiras tendo como último clube o Miami United em 2016.

Adriano Imperador
Adriano Imperador
Foto: Reprodução/Instagram / LANCE!

E foi dessa forma, falando em um evento carregado de sentimento, que ele falou sobre o tema em um texto publicado pelo site oficial da Inter de Milão na série criada pelo clube chamada de "Cartas para a Inter". Nela, nomes importantes que passaram pela equipe falam tanto de sua relação com os Neriazzurri bem como situações de cunho pessoal:

"Eu estava no ônibus com meus colegas de equipe e meu celular tocou: "Almir está morto". Eu pensei que era um pesadelo. Eu esperava que fosse. Não posso descrever meu desespero naquele momento. Nunca senti uma dor tão insuportável na minha vida. Tudo o que senti foi uma angústia sufocante. Só eu sei o quanto sofri. A morte do meu pai deixou um vazio irreparável na minha vida", contou.

Adriano ainda disse que foi na partida seguinte ao fato pela Liga dos Campeões da Europa diante do Basel, na Suíça, que ele sentiu-se apoiado e consolado por seus companheiros na comemoração de seu gol:

"Eu ainda lembro o apoio dos meus companheiros de time. A Inter esteve muito perto de mim nos momentos mais difíceis da minha vida. (Massimo) Moratti foi como um pai pra mim. Não só ele, mas também o Zanetti e outros que eram mais próximos. Eu sou extremamente grato a todos porque eu vou carregar essas memórias comigo para sempre", contou

O ex-jogador formado na base do Flamengo ainda contou no texto uma informação bastante curiosa e que somente ele poderia pontuar: no começo, ele achou que o apelido de Imperador dado pela torcida da Inter fosse algo negativo:

"No começo, não achei que eles gostassem de mim quando me chamaram assim. E foi bom descobrir gradualmente o carinho dos fãs da Inter por mim. Sempre me senti em casa em Milão: meu amor pela Inter é para sempre. A Inter é uma grande parte de mim, está entrelaçada com a minha vida, iluminando os momentos mais bonitos e me acompanhando pelos mais tristes e difíceis", relembrou.

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