1 evento ao vivo
Logo do Jogos Pan-Americanos
Foto: terra

Jogos Pan-Americanos

Encoxada, catimba e arquibancada cheia: uma final de squash

Chegou a parecer final de Libertadores, mas era squash no Pan-Americano

18 jul 2015
10h19
atualizado às 10h38
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Uma imagem geral que se tem do squash é a de um esporte elitista, praticado em academias luxuosas. Se em algum lugar este estereótipo existe, não é nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Na sexta-feira foram realizadas as finais da modalidade no Exihbition Centre, em um anexo grudado com as arenas de handebol, vôlei e com a principal sala de imprensa dos Jogos. Assim que times da final feminina por equipes foram apresentados - Estados Unidos e Canadá -, os urros foram altos suficientes para se confundirem com esportes mais populares, um fato louvável, principalmente para um dia chuvoso de Toronto que espantou boa parte dos canadenses do Parque Pan-Americano.

Hollie Naughton (dir.) e Olivia Blatchford em lance de "encoxada" que resultou em reclamação com arbritragem
Hollie Naughton (dir.) e Olivia Blatchford em lance de "encoxada" que resultou em reclamação com arbritragem
Foto: Osmar Portilho / Terra

Do lados dos donos da casa, as representantes foram Hollie Laughton, Sam Cornett e Nikole Todd, esta última que entrou em quadra com o jogo perdido, já que o Canadá acabou sendo derrotado por 2 a 1 após as duas primeiras serem batidas por Olivia Blatchford e Amanda Sobhy, respectivamente. Completando o trio norte-americano, Natalie Granger tentrou em quadra contra Todd, mas abandonou a partida já ganha após sete minutos.

Com as jogadoras do primeiro confronto em quadra - Laughton X Blatchford -, os gritos já se intensificaram mesmo na hora do aquecimento, mesmo sendo uma troca de bolas cordial. 

Começa o jogo.

Com sua torcida em maioria absoluta, o Canadá parece sair com certa vantagem. Mas não foi suficiente. Hollie Laughton errou bastante no primeiro game. Do banco, Cornett já se aquecia para próxima partida, enquanto Nikole, de forma quase irritante, tentava estimular sua parceira em quadra com gritos insistentes. “Hollie! Vamos, Hollie! Vamos". Não foi. Placar de 11 a 4 para a norte-americana.

O clima logo pesou no segundo game, assim como a pressão sobre a jogadora da casa, que continuou sem encaixar seu jogo. A força da torcida que poderia pesar a se favor se transformou em nervosismo, ocasionando inclusive alguns lances “menos bonitos” para quem gosta da sincronia de um disputado e trocas de voleio do squash. Em alguns momentos, o jogo chegou a se tornar físico, inclusive com um clima de catimba digno de Libertadores. Laughton brecou no meio da quadra, como que se fizesse um corta-luz. Blatchford não freou e a encoxou. A jogadora canadense não gostou, e se enfureceu quando o árbitro sinalizou um “stroke”, quando uma atleta bloqueia a outra na quadra.

Jogadora canadense não gostou de ser penalizada após trombada
Jogadora canadense não gostou de ser penalizada após trombada
Foto: Osmar Portilho / Terra

Tamanho desespero de Hollie, que tinha seu nome gritado de forma incessante pelas companheiras de time, que a atleta chegou a contestar a decisão juiz. Abriu a porta da quadra e o questionou.

“Sério? Você está falando sério?”.

De nada adiantou. A canadense foi batida nos próximos dois sets: 12 a 10 e 11 a 8.

Os Estados Unidos colocavam então sua primeira mão na medalha de ouro. 

Na partida seguinte, o duelo da norte-americana Amanda Sobhy e da canadense Sam Cornett já significava o tudo ou nada para os donos da casa, que a cada dia do Pan-Americano parecem se empolgar mais conforme seu país desponta na liderança do quadro de medalhas.

Sam Cornett durante lance na final do squash feminino de equipes
Sam Cornett durante lance na final do squash feminino de equipes
Foto: Osmar Portilho / Terra

Sam Cornett começou a partida de forma mais agressiva, forçando jogadas e tentando chamar para si o comando da partida. Inicialmente, a tática deu certo. Porém, sua agressividade a expôs a erros, fazendo com que a norte-americana controlasse o jogo de forma mais branda, estando sempre à frente do placar. Sem oferecer resistência, exceto por alguns lances efusivos, a canadense perdeu os três games por placares expressivos: 11 a 3, 11 a 2 e 11 a 8.

Sam Cornett (de bandana) tentou impedir vitória dos EUA de Amanda Sobhy, mas não conseguiu
Sam Cornett (de bandana) tentou impedir vitória dos EUA de Amanda Sobhy, mas não conseguiu
Foto: Osmar Portilho / Terra

Passada toda a tensão e catimba da quadra, o público canadense voltou a agir com sua cordialidade habitual: aplaudiu a equipe norte-americana, que levou sua terceira medalha de ouro na modalidade.

Jazz, praia e churrasco: veja como é o verão canadense

 

Fonte: Terra
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade