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Alexandra: “sabíamos que as argentinas viriam para matar”

Pentacampeã, Seleção de handebol se surpreendeu com início avassalador das argentinas na decisão

25 jul 2015
12h18
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Artilheira da decisão do handebol feminino, Alexandra Nascimento conquistou na sexta-feira o tetracampeonato dela em Pan-Americanos. No entanto, a vitória contra a Argentina não veio de maneira fácil como nos outros jogos, após a Seleção virar uma desvantagem de 7 a 2 no início para um triunfo final de 25 a 20.

Eficiente na marcação e com arremates perfeitos, a seleção argentina assustou as campeãs mundiais. O primeiro tempo terminou 12 a 12, porém o Brasil fechou bem a defesa na segunda etapa e conseguiu confirmar o penta por 25 a 20, no Exhibition Centre, pelos Jogos Pan-americanos de Toronto.

Brasil é pentacampeão pan-americano de handebol
Brasil é pentacampeão pan-americano de handebol
Foto: Jose Mendez / EFE

“Sabíamos que não seria fácil. Na verdade, elas viriam para matar e foi o que aconteceu. No segundo tempo, conseguimos acordar e jogar um handebol alegre como sempre fazemos”, disse Alexandra Nascimento.

Técnico do Brasil, Morten Soubak foi visto visivelmente irritado no primeiro tempo, quando as argentinas abriram cinco gols de vantagem. No intervalo, o dinamarquês corrigiu a equipe e o Brasil conseguiu evitar que a Argentina balançasse a rede por 20 minutos.

“Depois de encaixar a defesa e ficar tanto tempo sem tomar gols, isso nos deu mais confiança e o jogo fluiu melhor. Também no primeiro tempo, elas estavam em um momento com 100% de aproveitamento e tivemos seis arremessos cara a cara com a goleira que não entraram. No intervalo, eu só avisei para tomar cuidado que a vantagem não vai abrir fácil”, comentou.

Aos 33 anos, com mais uma medalha de ouro de Pan, Alexandra celebra o sucesso na carreira. Eleita melhor jogadora do planeta em 2012, a atleta que jogou por dez anos na Áustria e está atualmente no handebol romeno fez questão de agradecer outra tetra do elenco, Dani Piedade.

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“Ela me deu a oportunidade de jogar com ela na Áustria por dez anos. Temos uma amizade espetacular. Ela não deixou as coisas fáceis para mim. Tive de aprender a me virar, porque ela dizia que não ia traduzir tudo. Se não conseguir, eu te ajudo. Hoje sou fluente em alemão. Ela é uma pessoa espetacular”, comentou.

A brasileira admitiu que mesmo com o handebol profissional no Brasil ainda precisa se desenvolver muito, apesar do título mundial em 2013. “Temos que ter paciência, porque as coisas não mudam do dia para a noite”,  disse a craque brasileira.

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Fonte: Terra

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