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Trump culpa "maníacas esquerdistas" pelo bronze em Tóquio

Principal alvo do ex-presidente foi a atacante Megan Rapinoe, que se recusou a visitá-lo na Casa Branca após o título da Copa em 2019

5 ago 2021 14h57
| atualizado às 15h31
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Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante conferência conservadora em Orlando
REUTERS/Joe Skipper
Ex-presidente dos EUA Donald Trump durante conferência conservadora em Orlando REUTERS/Joe Skipper
Foto: Reuters

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou as jogadoras da seleção feminina de futebol do seu país de "maníacas esquerdistas" após frustração pelo ouro não ter vindo desta vez em uma Olimpíada. A declaração foi feita após o time ganhar por 4 a 3 da Austrália, nesta quinta-feira, faturando a medalha de bronze nos Jogos de Tóquio-2020, resultado abaixo do esperado para as tetracampeãs olímpicas.

Trump atacou e culpou as jogadoras americanas por se ajoelharem em meio ao hino nacional dos Estados Unidos, em um ato de protesto contra o racismo repetido por atletas em diversas seleções de várias modalidades. Em suas palavras, ele fez referência ao termo Woke, que faz alusão ao movimento antirracista nos EUA.

"Tudo que é 'Woke' dá errado e nosso time de futebol certamente foi mal", disse o ex-presidente. Embora ele tenha feito a ressalva de que há jogadoras "patrióticas" no elenco da seleção feminina, reclamou que é necessário que mais atletas "respeitem nosso país e nosso hino nacional".

Trump ainda mencionou uma jogadora em específico, a estrela e líder do time, Megan Rapinoe, que, depois do título mundial em 2019, não quis visitar o ex-presidente na Casa Branca, em Washington. Para ele, ganhar o ouro novamente depende exclusivamente de jogadoras com maior patriotismo e menos "wokesters", referindo-se novamente ao movimento antirracista.

"A mulher de cabelos roxos (Rapinoe) jogou terrivelmente. Passa muito tempo pensando em política de esquerda radical em vez de fazer seu trabalho", disse Trump sobre a estrela, assumidamente contrária às ideias do ex-mandatário americano e um defensora de causas LGBTQIA+, entre outras.

Estadão
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