Poliana diz que nadou para se divertir e ganhou o bronze
É possível ganhar uma medalha de bronze olímpica competindo quase que por diversão? Poliana Okimoto, bronze na maratona aquática na manhã desta segunda-feira, tinha certeza que não. “Quando os psicólogos te dizem para entrar em uma competição para se divertir, sempre me perguntava como era possível. Hoje entrei na água leve, sem pressão, sabendo que tinha treinado muito, que estava preparada. Vim me divertir”, disse emocionada, sem deixar de segurar sua medalha em nenhum momento da entrevista.
Depois de sofrer uma hipotermia nos Jogos Olímpicos de Londres, Poliana entrou em depressão. Recuperou-se, foi campeã do mundo em 2013, teve uma lesão grave e 2014 e em 2015 tinha como foco apenas de classificar: “Foi em 2013 que comecei a acreditar nessa medalha. O campeonato mundial me mostrou que eu era capaz. Minha preparação foi muito e mesmo aos 33 anos eu sabia que estava em progressão. Eu merecia muito essa medalha”, disse.
Poliana Okimoto não quer pensar ainda em um novo ciclo olímpico, mas como primeira mulher brasileira a conseguir uma medalha olímpica na natação, disse que deixa sim um legado para a modalidade: “Sinto que é uma realização. Fui uma pioneira na maratona aquática, lá em 2006, quando ninguém conhecia nada. Alan do Carmo e Ana Marcela Cunha vieram depois, crescendo junto comigo. Tive uma carreira muito bonita e batalhei muito por essa conquista”, afirmou
A nadadora disse que chegou à conquista da medalha na hora certa. E não quis entrar na polêmica da eliminação da francesa Aurelie Muller, que deslocou a italiana Rachele Bruni na hora da chegada e acabou perdendo o lugar no pódio. “Não percebi nada. Quando fiquei em quarto fiquei satisfeita. Não tinha mais o que dar na prova. Foi a sensação de dever cumprido. Quando veio o terceiro lugar, veio o choro, a emoção.
Para Ana Marcela Cunha, que era considerada uma das favoritas e acabou no 10º lugar, Poliana Okimoto disse que talvez nadar sem tanta pressão nas próximas vezes possa ser uma boa dica. “Tudo é experiência. Depois de Londres passei a ver as coisas sem tanta obrigação. Vim curtir o fato de estar em um Olimpíada e acabei conseguindo isso. Talvez a Ana Marcela tenha sentido a pressão em cima dela”, disse, orgulhosa.
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