COB cortará gastos para não estourar orçamento do Rio 2016
O Comitê Olímpico, organizador dos Jogos que serão realizados no Rio de Janeiro em 2016, anunciou que cortará gastos para garantir que o orçamento, estimado em R$ 7,4 bilhões, não seja ultrapassado. Segundo Mário Andrada, o diretor de comunicações do comitê, a ação será tomada em vários setores, para equilibrar as finanças da organização.
"O tempo de esbanjar acabou. Precisamos ser criativos nas maneiras de concretizar estes cortes", disse Andrada. Para a organização dos Jogos, serão necessários R$ 38,7 bilhões, divididos em Comitê Rio 2016 (R$ 7,4 bi), Matriz de Responsabilidade (R$ 6,67 bi destinados às instalações olímpicas) e plano de legado (R$ 24,6 bi, para infraestrutura, prometida ao COI).
Agora, o Comitê visa reduzir em 30% os gastos de várias áreas. O corte já está sendo efetuado, por exemplo, nos eventos-teste das Olimpíadas, que anteriormente eram abertos ao público e demandavam maior organização. Alguns já são realizados fechados.
Segundo a BBC, um dos motivos pela redução dos gastos é a dificuldade em vender os ingressos para os Jogos. O portal britânico afirma que foram vendidos apenas dois dos cinco milhões de ingressos disponíveis para o evento.
O Comitê Organizador é financiado pelo setor privado, com orçamentos diferentes para estádios e infraestrutura. Entretanto, o governo brasileiro precisará arcar com despesas adicionais. Temendo manifestações populares, tal como ocorreram na Copa das Confederações de 2013, Andrada falou à BBC que isso os leva aos cortes. “A população se revolta com o luxo e excessos, por isso precisamos apertar os cintos”, disparou.
Ainda segundo a reportagem britânica, a cerimônia de abertura será afetada. Agora, o custo será de aproximadamente 10% do utilizado nos Jogos de Londres em 2012. Além disso, os voluntários deverão ser reduzidos de 70 mil para 60 mil.
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