0

Prandelli propõe intervalos nos jogos da Copa e sonha em final com Brasil

3 dez 2013
16h58
atualizado às 18h11
  • separator
  • 0
  • comentários

Cesare Prandelli, treinador da seleção italiana, disse nesta terça-feira, em Roma, que a Federação Italiana de Futebol (FIGC) deve propor à Fifa que sejam efetuados pequenos intervalos durante as partidas da Copa do Mundo de 2014. A argumentação é o calor excessivo que poderá comprometer o rendimento dos jogadores que não estão acostumados ao clima brasileiro.

Cesare Prandelli teme enfrentar Alemanha de forma prematura na Copa
Cesare Prandelli teme enfrentar Alemanha de forma prematura na Copa
Foto: AP

"A Itália terá um grande problema no Brasil: em algumas cidades a combinação calor e umidade é preocupante, e já sentimos isso na pele durante a Copa das Confederações. Se queremos dar um espetáculo ao mundo, devemos também dar a possibilidade aos jogadores de dar espetáculo. Gostaria de propor que fossem feitos dois 'time-out' para matar a sede dos jogadores", disse.

"A Fifa havia colocado, durante a Copa das Confederações, garrafas d’água perto do gol. Se virmos as imagens, antes de qualquer escanteio todos estavam ali bebendo. Existe o risco de jogar a bola para escanteio para poder tomar água. Talvez seria melhor parar por dois minutos e consentir aos jogadores de matar a sede. Nunca tinha visto oito de 11 jogadores me pedirem para serem substituídos durante uma partida: sem hidratação corre-se o risco de haver uma redução na concentração", argumentou.

Prandelli prefere esperar até o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, marcado para esta sexta, para anunciar a cidade na qual a seleção italiana ficará durante o Mundial. Entretanto, são duas as possibilidades: Mangaratiba, no Rio de Janeiro, ou a região metropolitana de Belo Horizonte. Ele viajará à Costa do Sauípe, na Bahia, para acompanhar o sorteio dos grupos.

Sobre os favoritos ao título, Prandelli citou Brasil, Alemanha, Argentina e Espanha. Fala ainda de seleções que poderão surpreender: Bélgica e Colômbia. Apesar de a Itália não ser cabeça de chave, o treinador lembra do histórico da seleção, de inícios difíceis em Mundiais, mas que se convertem em atuação forte, como o caso de 2006, quando conquistou o tetra na Alemanha. Todavia, a mesma Alemanha é o rival a ser evitado em 2014.

"Por tradição", observou. "Nos grupos difíceis, chegamos preparados. Do contrário, se o grupo é fácil, encontramos dificuldades, é a nossa história. Prefiro então um grupo forte e, depois, jogaremos. Aquilo que não quero é encontrar de cara a Alemanha. Disse que queria um grupo forte, mas não tanto. Melhor seria encontrá-la na final. A Alemanha é um exemplo para todas as seleções que têm vontade de mudar, experimentar e estar no compasso dos tempos", emendou.

Perguntado pelo Terra se, depois da derrota por 4 a 2 na Copa das Confederações, ainda vislumbrava uma final entre Brasil e Itália na Copa 2014, Prandelli foi enfático.

<a data-cke-saved-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/selecoes-copa-2014/" data-cke-164-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/selecoes-copa-2014/">Copa do Mundo de 2014</a>

"(A Seleção Brasileira) é uma equipe única, pode vencer ou perder o Mundial e depende somente dela mesma. Partiram da Copa das Confederações programando um time, com a ideia de que a prioridade é a seleção principal. Deram tempo para que Scolari pudesse treinar o time. Acredito que para a Copa do Mundo o Brasil terá 45 dias de preparação enquanto nós teremos somente duas semanas", disse o treinador italiano.

"Essas são algumas diferenças. Contudo, somos todos torcedores, mas primeiro existe essa programação, e o Brasil está se preparando para a vitória final. Se me enxergo no Maracanã para a final com o Brasil? Quando alguém sonha, deve sonhar alto", encerrou.

<a data-cke-saved-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/campeoes-copa/" href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/campeoes-copa/">Campeões da Copa</a>
Fonte: Especial para Terra
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade