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Campeão mundial, Iaquinta é condenado a dois anos de prisão

Ex-jogador foi acusado de posse irregular de armas e associação com a máfia 'Ndrangheta

31 out 2018
15h05
atualizado às 16h15
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O Tribunal de Reggio Emilia, no norte da Itália, condenou nesta quarta-feira o ex-jogador Vincenzo Iaquinta, campeão do mundo pela seleção do país em 2006, a dois anos de reclusão por crimes ligados a armas, em um processo relacionado com a associação mafiosa 'Ndrangheta.

Iaquinta foi acusado de posse irregular de armas encaminhadas para facilitar os trabalhos da máfia e condenado a um terço da pena pedida pela Direção Antimáfia (DDA). A pena foi menor porque o tribunal considerou improcedente a denúncia de participação em negócios mafiosos.

Vincenzo Iaquinta comemora gol com os companheiros de time
Vincenzo Iaquinta comemora gol com os companheiros de time
Foto: Eugene Hoshiko / Associated Press / Estadão

Já o pai do ex-atacante, Giuseppe Iaquinta, foi condenado a 19 anos de prisão. Após a leitura da sentença, ele e o filho deixaram o tribunal chamando os juízes de "ridículos" e gritando que se tratava de uma vergonha.

O processo, batizado de "Aemilia", envolve 148 pessoas, 34 delas acusadas de associação mafiosa, e se refere a atividades ilegais realizadas pela 'Ndrangheta no norte da Itália.

Iaquinta, de 38 anos, se destacou com as camisas de Udinese e Juventus e disputou a Copa de 2006, na Alemanha, onde contribuiu com um gol para o tetra da 'Azzurra'. O atacante pendurou as chuteiras em 2013.

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Estadão
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