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Itacoatiara entra em alerta para o Big Wave 2026 em Niterói

A Praia de Itacoatiara, em Niterói, entrou em estado de atenção para uma possível chegada de grande ondulação na próxima semana

19 ago 2026 - 15h31
(atualizado às 15h31)
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Disputas do Big Wave
Disputas do Big Wave
Foto: Tony D’Andrea / Divulgação / Esporte News Mundo

A Praia de Itacoatiara, em Niterói, entrou em estado de atenção para uma possível chegada de grande ondulação na próxima semana, cenário que poderá definir a realização da oitava edição do Itacoatiara Big Wave 2026. Os detalhes sobre o acionamento do Sinal Amarelo e a expectativa para a competição foram comunicados ao Cidade de Niterói, e a terça-feira, 25 de agosto, aparece neste momento como a data projetada para a disputa, caso as condições do mar sejam confirmadas.

O evento reúne alguns dos principais nomes do surfe nacional e internacional e terá R$ 150 mil em premiação, além de uma característica que coloca Itacoatiara em um grupo restrito no circuito mundial: a competição é disputada integralmente na modalidade tow-in.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Carlos Gallo, que apoia o IBW desde a primeira edição, destaca essa identidade construída em torno da praia.

"Quando Itacoatiara chama, o mundo do surfe olha para Niterói. O Big Wave não é apenas uma competição: é a afirmação da força da nossa cidade, da potência das nossas ondas e da identidade esportiva que construímos aqui. Apoiar esse evento é reconhecer Itacoatiara como um palco natural para grandes histórias do surfe e mostrar que Niterói está pronta para receber os melhores atletas e os grandes desafios do esporte", atestou Luiz Carlos Gallo

Sinal Amarelo coloca surfistas do Itacoatiara Big Wave em alerta

O Sinal Amarelo do Itacoatiara Big Wave 2026 foi acionado na terça-feira (18/8). O procedimento ocorre entre cinco e sete dias antes de uma possível janela adequada para o campeonato e serve para alertar atletas, equipes e organização sobre a aproximação de condições favoráveis.

A projeção atual aponta para 25 de agosto, uma terça-feira.

A realização da prova, no entanto, ainda depende da confirmação da chegada do swell. Antes da competição, a organização precisa emitir o chamado Sinal Verde, que oficializa a data após a avaliação das condições previstas para o mar.

Essa dinâmica é uma das particularidades dos campeonatos de ondas grandes: diferentemente de competições realizadas em datas fixas, a prova precisa esperar pelo encontro de condições meteorológicas e oceânicas capazes de produzir ondas compatíveis com a proposta esportiva.

Lucas Chumbo, Pedro Scooby e estrelas internacionais estão na lista

A oitava edição promete levar para Itacoatiara atletas conhecidos pelo público brasileiro e nomes experientes no cenário internacional das ondas grandes.

Entre os surfistas esperados estão:

Lucas Chumbo

Pedro Scooby

Michelle des Bouillons

Ian Cosenza

Michaela Fregonese

Gabriel Sampaio

Willyam Santana

Andrew Cotton, da Inglaterra

James Carrow, da Austrália

Dominique Charrie, do Chile

Dylan Longbottom, da Austrália

Summa Longbottom, da Austrália

Outros competidores também são esperados na disputa pelas melhores ondas.

Itacoatiara e Nazaré têm uma característica rara no surfe mundial

O Itacoatiara Big Wave e Nazaré, em Portugal, são os únicos campeonatos de ondas grandes que adotam o tow-in como técnica exclusiva de acesso às ondas.

No tow-in, o surfista não depende apenas da remada para alcançar velocidade suficiente. Ele é conduzido por um jet-ski, que permite o posicionamento e a aceleração necessários para entrar em ondas de maior porte.

Segundo o diretor executivo do IBW, Alexey Wanick, a técnica amplia as possibilidades dos atletas em condições extremas.

"Em muitos mares grandes, como o de Itacoatiara, é extremamente difícil conseguir surfar uma onda na remada. Com o apoio do jet-ski, os surfistas conseguem não apenas surfar ondas que não conseguiriam no braço, mas também apresentar um surfe de alta performance em razão das pranchas pequenas que utilizam", explicou Alexey Wanick.

Wanick destaca ainda que o campeonato de Niterói é a única competição de tow-in no mundo a manter um sistema de baterias semelhante ao das disputas tradicionais. O formato aumenta a competitividade e torna mais simples para o público acompanhar quem está avançando ao longo da prova.

Ondas de Itacoatiara costumam chegar a quatro e seis metros

A geografia de Itacoatiara ajuda a explicar por que a praia se tornou um dos principais palcos brasileiros para o surfe de ondas grandes.

Em condições favoráveis, o local costuma produzir ondas potentes entre quatro e seis metros.

Segundo Alexey Wanick, três características ajudam a concentrar a força do mar: o formato da praia, que se afunila e concentra a energia das grandes ondulações; a mudança abrupta de profundidade próxima à costa; e a entrada dos swells sem bloqueio ou interferência de ilhas.

É essa combinação que transforma Itacoatiara em um ambiente capaz de produzir ondas muito acima da média em dias de grande ondulação.

Recorde do Big Wave chegou a onda estimada em 10 metros

A história do campeonato também já registra situações ainda mais extremas.

Em 2024, Daniel Rodrigues surfou um paredão estimado em 10 metros, apontado como a maior onda já registrada no tow-in do Itacoatiara Big Wave.

Na mesma edição, Michaela Fregonese estabeleceu o recorde feminino de maior onda surfada na história do evento.

O histórico ajuda a explicar a atenção que cada nova previsão de swell desperta entre atletas e especialistas em ondas grandes.

R$ 150 mil estarão em disputa no Itacoatiara Big Wave 2026

No dia do campeonato, os atletas entrarão no mar em duplas e disputarão duas categorias: Times Masculinos e Times Mulher-Homem.

A premiação total da edição de 2026 será de R$ 150 mil.

Nos Times Masculinos, os próprios atletas se alternam entre duas funções: enquanto um entra na onda, o outro pilota o jet-ski. Depois, os papéis são invertidos.

Na categoria Mulher-Homem, a avaliação esportiva estará concentrada na performance feminina sobre as ondas, enquanto o parceiro masculino será responsável pela condução do jet-ski.

Big Wave reforça projeção de Itacoatiara para além de Niterói

Além do componente esportivo, a Prefeitura avalia que o campeonato amplia a exposição de Itacoatiara e Niterói para públicos ligados ao turismo, aos esportes de natureza e à chamada economia do mar.

Para o prefeito Rodrigo Neves, a competição também funciona como vitrine internacional para o litoral do município.

"Itacoatiara é um dos grandes patrimônios de Niterói e o Big Wave mostra ao Brasil e ao mundo a força que a nossa cidade tem no esporte, no turismo e na economia do mar. Estamos consolidando Niterói como uma referência internacional nos esportes de natureza, ao mesmo tempo em que valorizamos o nosso litoral e geramos oportunidades para a cidade. É uma alegria ver os melhores atletas do mundo encarando as ondas de Itacoatiara", afirmou Rodrigo Neves.

A vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, também relaciona a presença do campeonato à estratégia de valorização do litoral e das atividades econômicas associadas ao ambiente marinho.

"Itacoatiara é sinônimo de identidade e orgulho para Niterói. Ver a cidade receber, mais uma vez, o que há de melhor no surfe de ondas grandes do mundo reforça nosso compromisso com o esporte, com o turismo sustentável e com a valorização dos nossos espaços naturais. É importante ressaltar que o esporte na água gera economia azul e Niterói segue consolidando seu posicionamento como referência nesse setor", afirmou Isabel Swan.

Itacoatiara Big Wave começou com competição de remada em 2019

A trajetória do IBW começou em 2019. Naquele momento, a competição era disputada na modalidade de remada e, já em sua primeira edição, incluiu uma categoria feminina.

O tow-in entrou no programa em 2022, com baterias realizadas na Laje do Shock, enquanto as provas de remada continuaram acontecendo no trecho da praia.

A evolução do formato consolidou a competição voltada às ondas grandes e ajudou a atrair atletas especializados nesse tipo de condição.

Para o secretário Executivo da Prefeitura de Niterói, Felipe Peixoto, a oitava edição também amplia a presença da cidade no calendário esportivo.

"O Itacoatiara Big Wave reafirma Niterói como uma cidade vocacionada para grandes eventos esportivos e projeta uma de nossas praias mais emblemáticas para o Brasil e para o mundo. Caminhando para a 8ª edição, além de valorizar o surfe de ondas grandes e a força dos nossos atletas, o evento movimenta a economia local, fortalece o turismo e promove a identidade de Itacoatiara, unindo esporte, natureza e desenvolvimento", afirmou Felipe Peixoto.

Itacoatiara formou nomes do surfe internacional

Muito antes do Big Wave, a própria Praia de Itacoatiara já mantinha uma relação histórica com o surfe.

O local é berço de atletas que construíram ou ainda mantêm carreiras internacionais, entre eles o veterano Guilherme Herdy e Gabriel Sampaio, que está entre os nomes esperados para a edição de 2026.

Sesc RJ terá atividades gratuitas para o público na praia

O campeonato não ficará restrito às baterias no mar.

Durante o Itacoatiara Big Wave, o Sesc RJ, parceiro esportivo da competição, terá uma programação de esporte e lazer na praia.

Entre as atividades previstas estão futmesa, arco e flecha, cornhole, slackline, futevôlei, vôlei, tênis de mesa e jogos de mesa.

A programação amplia as opções para quem acompanhar o campeonato e transforma o entorno da competição em um espaço de atividades também para o público.

O presidente do Sesc RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, destaca a relação entre esporte, natureza e qualidade de vida.

O surfe tem uma conexão muito especial com o Rio de Janeiro, porque reúne esporte, natureza e um estilo de vida que faz parte da identidade do nosso estado. Ao apoiar o Itacoatiara Big Wave e oferecer outras atividades esportivas ao público, o Sesc RJ reforça seu compromisso com a qualidade de vida e com a valorização dos nossos espaços naturais. Incentivar o esporte no mar e na praia é também estimular uma relação de cuidado e respeito com o meio ambiente", afirmou Queiroz

Preservação ambiental também integra a proposta do IBW

A Águas de Niterói, que acompanha a história da competição, estará novamente presente na edição de 2026.

O diretor da concessionária, Bernardo Gonçalves, relaciona o apoio ao campeonato não apenas ao esporte, mas aos impactos para turismo, economia e preservação ambiental.

"Acreditamos que apoiar um campeonato como esse, além de valorizar o esporte, é valorizar o turismo, a economia, a cidade e as pessoas. Também é uma oportunidade de reforçar a importância da preservação do meio ambiente, para que campeonatos como o Big Wave possam continuar acontecendo. Promover qualidade de vida e contribuir para a preservação dos recursos naturais faz parte do nosso compromisso com o município", destacou Bernardo Gonçalves.

Quem organiza o Itacoatiara Big Wave 2026

O IBW 2026 é organizado pela Associação de Surf de Ondas Grandes e Tow In de Niterói.

O evento é apresentado pela Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, e pela Águas de Niterói, com parceria esportiva do Sesc RJ.

A edição conta ainda com apoio institucional do Parque Estadual da Serra da Tiririca, da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

Também são patrocinadores e apoiadores PRIO, Ford Caer, Shopping, Predial Net, Jappa da Quitanda, Puro Suco, Red Bull, Tidelli, Global Med, Itacoa, Bella Marina, Rio Ocean Fun, BemSurf, Go Up Bikes e Raldrei Natividade - Fisioterapia.

Serviço — Itacoatiara Big Wave 2026

Evento: Itacoatiara Big Wave 2026

Local: Praia de Itacoatiara, Região Oceânica de Niterói

Situação: Sinal Amarelo acionado em 18 de agosto

Data projetada: 25 de agosto de 2026

Confirmação: depende da emissão do Sinal Verde pela organização

Modalidade: tow-in

Categorias: Times Masculinos e Times Mulher-Homem

Premiação: R$ 150 mil

Edição: 8ª

Programação para o público: atividades esportivas e de lazer do Sesc RJ

Esporte News Mundo
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