Irã e Bélgica empatam em 0 a 0, com gol de Taremi anulado pelo VAR
EUA disseram que regras para jogo em Seattle podem mudar para persas
O Irã e a Bélgica empataram neste domingo (21) em Los Angeles, por 0 a 0, em partida válida pelo grupo G da Copa do Mundo de 2026.
Taremi chegou a balançar a rede para o time persa no primeiro tempo, em uma jogada ensaiada de cobrança de falta, mas o gol foi anulado por impedimento, decisão confirmada pelo VAR.
Com isso, as duas equipes seguem sem vitórias no torneio. No caso belga, a situação é ainda pior: é a primeira vez em 24 anos que a seleção começa uma Copa sem vencer nos dois primeiros jogos.
Para complicar, a Bélgica ainda perdeu um jogador no segundo tempo, com a expulsão de Ngoy.
Os iranianos tentaram, mas não conseguiram superar o goleiro Courtois, que fez ao menos três defesas importantes.
Do lado persa, Beiranvand fez milagre ao impedir que a bola entrasse na melhor jogada belga.
Com o resultado, as duas equipes estão com dois pontos no grupo, após dois empates.
Irã e Bélgica voltarão jogar no dia 27 de junho, em Seattle, contra Egito e Nova Zelândia, respectivamente.
Fora do campo, Los Angeles tem uma das maiores comunidades persas nos Estados Unidos, formada por imigrantes iranianos e descendentes. No entanto, a população local não se mostrou favorável a apoiar o Irã na partida contra a Bélgica. Um grupo com cerca de 50 iraniano-americanos protestou contra o regime dos aiatolás na porta do estádio antes da partida.
A delegação iraniana, que deve deixar os Estados Unidos imediatamente após cada partida e retornar para a sua base em Tijuana, no México, devido à guerra contra os americanos, continua a reclamar à Fifa sobre a conduta antidesportiva.
Antes da partida em Seattle, não está descartada a possibilidade de as regras serem revisadas. Segundo Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, há discussões em andamento sobre como o Irã poderia ser realocado para a metrópole do estado de Washington, que fica muito mais distante de Tijuana do que Los Angeles, no sul do país.
"Sei que o presidente [dos EUA] quer garantir um equilíbrio, certificando-se de que não comprometamos nossa segurança nacional", explicou Giuliani, referindo-se a Donald Trump, a quem se deve dar crédito por permitir que o Irã "participe do torneio apesar da guerra". .
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