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Irã agradece Tijuana por hospitalidade e vai torcer pelo México como "segundo time" na Copa do Mundo

30 jun 2026 - 13h49
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A seleção iraniana de futebol agradeceu, nesta terça-feira, ao ‌povo de Tijuana pela hospitalidade demonstrada durante a Copa do Mundo, após a eliminação da equipe na fase de grupos, afirmando que o México havia se tornado "nosso segundo lar e nosso segundo time".

As tensões políticas entre o Irã e os Estados Unidos forçaram a seleção iraniana a abandonar os planos de estabelecer sua ⁠base para a Copa do Mundo em Tucson, no Arizona, e se mudar para ‌Tijuana pouco antes do torneio.

A seleção iraniana também só foi autorizada a entrar nos EUA um dia antes de suas partidas. Posteriormente, as autoridades norte-americanas ‌flexibilizaram algumas restrições, permitindo que o Irã viajasse dois ‌dias antes de sua última partida da fase de grupos em ⁠Seattle, embora a equipe ainda fosse obrigada a retornar à sua base mexicana após o jogo.

"Ser um verdadeiro anfitrião tem a ver com respeito, humanidade e dignidade. Nunca esqueceremos a gentileza do povo de Tijuana", afirmou a seleção em uma mensagem publicada no canal do WhatsApp da equipe.

"A partir de hoje, o México será ‌sempre mais do que um país anfitrião para nós, será nosso segundo lar e ‌nosso segundo time."

DÚVIDAS SOBRE O ⁠TRATAMENTO

No início do ⁠torneio, o Irã deixou uma mensagem no vestiário do SoFi Stadium também agradecendo a Los ⁠Angeles pela hospitalidade após sediar duas partidas ‌do Irã no Grupo G.

No ‌entanto, o técnico Amir Ghalenoei e o capitão Mehdi Taremi criticaram publicamente as condições oferecidas durante o torneio, afirmando que a seleção iraniana não havia sido tratada da mesma forma que os demais participantes.

A declaração também levantou ⁠preocupações sobre o que o Irã descreveu como falta de equidade competitiva.

"Deixamos esta Copa do Mundo com orgulho, mas também com uma questão fundamental: será que todas as seleções realmente competiram em condições iguais e sob os mesmos padrões profissionais?", afirmou a equipe.

O Irã não citou ‌diretamente a Fifa, os organizadores do torneio ou as autoridades norte-americanas, mas se referiu a "uma série de decisões, arranjos logísticos e circunstâncias que minaram o senso ⁠de justiça".

O Irã teve um gol anulado nos acréscimos do segundo tempo por um impedimento limítrofe em sua última partida da fase de grupos contra o Egito, que daria a vitória e a classificação ao time para o mata-mata.

"Para nós, o fair play não é um slogan impresso em painéis publicitários, é a própria identidade do futebol. No entanto, este torneio nos lembrou que ainda há uma distância significativa entre palavras inspiradoras e ações significativas", afirmou o time no comunicado.

No entanto, o Egito também recebeu elogios.

"As Copas do Mundo chegam ao fim. Os dirigentes mudam. Mas civilizações como a do Irã, do Egito e do México -- construídas sobre a verdade, o respeito e a dignidade humana -- perduram ao longo da história", acrescentou.

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