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Grupo B tem Suíça favorita, anfitrião Canadá e algoz da Itália

Bósnia chega com moral após tirar Azzurra, e Catar sonha com primeiros pontos

2 jun 2026 - 13h06
(atualizado às 13h22)
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O grupo B da Copa do Mundo de 2026, que conta com o co-anfitrião Canadá, mescla seleções em ascensão e de pouca experiência no torneio com a solidez de uma velha conhecida.

Suíça enxerga uma oportunidade real de avançar para o mata-mata
Suíça enxerga uma oportunidade real de avançar para o mata-mata
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As equipes da chave, que ainda inclui Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça, enxergam uma oportunidade real de avançar para o mata-mata, mas carregam consigo suas próprias desconfianças.

É o caso do Canadá, que até mostrou um bom nível técnico com a bola no pé na Copa de 2022, mas pecou na fragilidade defensiva e na inocência tática, terminando a fase de grupos em último lugar, com três derrotas (para Bélgica, Croácia e Marrocos).

Em seu terceiro Mundial, os "canucks" apostam no fator casa e em um jogo de pressão alta e velocidade para passar da primeira fase, porém precisarão lidar com um elenco de poucos valores individuais, entre os quais se incluem o lateral-esquerdo Alphonso Davies, do Bayern de Munique, e o atacante Jonathan David, da Juventus.

Em 2024, o país foi quarto colocado na Copa América, eliminado pela Argentina de Messi nas semifinais e perdendo para o Uruguai nos pênaltis na disputa pelo pódio. No ano seguinte, no entanto, caiu para a Guatemala, que não estará na Copa do Mundo, nas quartas de final da Copa Ouro, o que jogou uma sombra de desconfiança sobre a seleção.

Sede do último Mundial, o Catar também chega cercado de incertezas, apesar do título da Copa da Ásia em 2023. As dúvidas nascem sobretudo do desempenho ruim do país em amistosos internacionais, incluindo uma derrota por 3 a 0 para a Udinese, clube de meio de tabela na Itália, e outra por 1 a 0 para o Líbano. No fim de 2025, o Catar ainda perdeu por 2 a 1 para Zimbábue, seleção de pouca tradição no futebol africano.

Assim como o Canadá, a seleção do Oriente Médio saiu da Copa de 2022 sem somar pontos, em um grupo com Holanda, Senegal e Equador, mas agora, em uma chave mais acessível e com possibilidade de até três vagas no mata-mata, almeja ao menos passar de fase.

O time é treinado pelo espanhol Julen Lopetegui, adepto da posse de bola, o que pode expor a frágil defesa catariana à pressão de adversários mais fortes. Um dos destaques do elenco é Edmilson Júnior (Al-Duhail), belga filho de brasileiro e um dos muitos naturalizados na seleção do Catar, mas o principal nome é o atacante Akram Afif (Al-Sadd), considerado o melhor jogador do Oriente Médio.

As incertezas também rodeiam a Bósnia e Herzegovina, que chega ao seu segundo Mundial após ter derrotado a tetracampeã Itália na repescagem europeia. O elenco não tem a mesma qualidade do time de 2014, mas um remanescente daquela época, o centroavante Edin Dzeko (Schalke), continua sendo a grande esperança de gol do time balcânico, treinado por Sergej Barbarez.

A Bósnia deve levar a campo um estilo de jogo reativo e de imposição física, apostando em lampejos do meio-campista Benjamin Tahirovic (Brondby) e do atacante Ermedin Demirovic (Stuttgart). Os jovens pontas Esmir Bajraktarevic (PSV), já titular da equipe, e Kerim Alajbegovic (RB Salzburg) são apostas para aumentar a qualidade do setor ofensivo.

Presença frequente em Copas, a multiétnica Suíça desponta como favorita a liderar o grupo B, depois de uma campanha invicta nas Eliminatórias e de chegar às quartas de final da última Eurocopa.

A seleção levará ao Mundial um elenco experiente, com nomes históricos do futebol helvético, como o lateral Ricardo Rodríguez (Bétis), de origem espanhola e chilena, e o meio-campista Granit Xhaka (Sunderland), de origem kosovar e principal destaque do time.

Remo Freuler (Bologna) também dá segurança ao meio de campo suíço, enquanto Rubén Vargas (Sevilla) e Dan Ndoye (Nottingham Forest) formam um trio de ataque veloz com Breel Embolo (Rennes).

Na zaga, Manuel Akanji (Internazionale) é garantia de saída de bola de qualidade para um time que não tem medo de dominar as ações do jogo. .

Ansa - Brasil
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