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BH: 1,5 mil PMs impedem evolução de protesto contra Copa

14 jun 2014
11h52
atualizado às 18h16
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O excesso de policiais militares em mais um protesto contra a Copa do Mundo na região central de Belo Horizonte impediu com que os cerca de 400 manifestantes marchassem rumo ao Mineirão, estádio onde às 13h começava a partida entre Colômbia e Grécia. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 1,5 mil policiais cercaram os manifestantes na praça Sete por volta das 12h, os impedindo de sair para qualquer um dos lados, fosse pela avenida Amazonas ou pela Afonso Pena.

Manifestantes caminharam pelas ruas de BH fortemente escoltados
Manifestantes caminharam pelas ruas de BH fortemente escoltados
Foto: Thiago Tufano / Terra

Os manifestantes permaneceram no obelisco da praça até às 16h, quando a Tropa de Choque e a Cavalaria da Polícia Militar abriram espaço pela avenida Amazonas para descerem para a praça da Estação. Já com o caminho aberto, os manifestantes fizeram uma assembleia e optaram por terminarem o ato na praça da Estação, por volta das 17h.

De acordo com o coronel Alberto Luiz, porta-voz da PM na capital mineira, cerca de 13 mil policiais estavam de prontidão para evitar o quebra-quebra em dia de jogo da Copa do Mundo. Por volta das 10h, a polícia passou a revistar pessoas com “atitude suspeita” na praça. Após a busca, a PM deteve 11 pessoas com facas, pedras, coquetel molotov e máscaras.

O policiamento foi bastante reforçado na área, equipado com cacetetes, armas de bala de borracha e escudos, além de um helicóptero que sobrevoou o local. Foram cerca de oito ônibus do batalhão de choque, além de viaturas e vans da Polícia Militar.

Na quinta-feira, data da abertura da Copa do Mundo, Belo Horizonte também recebeu protesto com críticas ao alto custo da organização do Mundial e a falta de investimentos em saúde e educação. O protesto terminou com 12 detidos e confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes.

“Foi uma mudança de estratégia, mais rígida. Os manifestantes ficaram onde nós, da polícia, determinamos e não teve nenhuma confusão pois abordamos 11 pessoas em flagrante. Considero que obtivemos êxito, mas não vamos nos vangloriar com isso. Queremos que as pessoas possam se manifestar, mas a democracia não é um regime de vale tudo”, disse o coronel Alberto Luiz.

Fonte: Terra

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