Daiane dos Santos revela por que adiou filme sobre sua vida por dois anos
Ex-ginasta também detalha planejamento para aposentadoria e celebra parceria com Viola Davis em longa-metragem
A ex-ginasta e hoje comentarista Daiane dos Santos revelou os bastidores de sua transição de carreira e a produção de um filme biográfico.
Em entrevista à repórter Bárbara Costa, do Terra, durante o evento Summit Mulheres, ela contou por que demorou dois anos para autorizar o longa-metragem sobre sua trajetória, que conta com a atriz norte-americana Viola Davis como coprodutora.
Daiane afirmou que a hesitação inicial ocorreu por acreditar que há muitas outras histórias marcantes no Brasil que não são contadas.
"A gente tem muitas histórias maravilhosas no Brasil e eu acho que fazia muito sentido para mim eu entender por que a minha história deveria ser mostrada para as pessoas", declarou ela. "Eu sei o que foi a minha jornada e eu acho muito legal, mas eu conheço pessoas muito incríveis que tiveram uma jornada às vezes até mais difícil que a minha, e essas histórias não vão ser contadas."
Mas ela mudou de ideia após ser convencida pela produtora Flávia Vieira de que sua trajetória poderia representar a de outras pessoas. Agora, o objetivo da ex-ginasta com a obra é mostrar quem ela é de verdade, além do esporte.
A ex-atleta celebrou ainda a participação de Viola Davis como co-produtora do filme "A Menina Que Voa".
"Uma mulher incrível, que eu admiro [...] uma referência", afirmou sobre a artista norte-americana.
O longa é inspirado na vida e nas conquistas de Daiane — a primeira brasileira e a primeira mulher negra a conquistar ouro no Mundial de Ginástica Artística.
Aposentadoria planejada
Sobre a saída da ginástica, Daiane afirmou que a decisão foi tomada de forma consciente, quatro anos antes de parar definitivamente. O processo começou após os Jogos Olímpicos de Pequim, que ocorreram em 2008.
A preparação para a aposentadoria incluiu a graduação em Educação Física, um sonho de infância, e a estruturação de um projeto social. Para Daiane, é fundamental mostrar às crianças que os estudos fazem parte do esporte.
"Não foi ninguém que me tirou da ginástica [...] Isso é muito bom quando a gente consegue ter a opção de escolher", afirma.
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