Gattuso deixa comando da seleção italiana após fiasco em repescagem da Copa
Treinador não conseguiu classificar equipe para edição 2026 do torneio
A Federação Italiana de Futebol (Figc) anunciou nesta sexta-feira (3) a saída de Gennaro Gattuso do comando da seleção italiana, após a Azzurra ficar fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.
A decisão, que amplia a crise esportiva de uma das seleções mais tradicionais do futebol mundial, é tomada após a amarga derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia.
Em comunicado oficial, o próprio treinador confirmou o fim de sua passagem pela seleção tetracampeã. "Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que havíamos traçado, considero que minha experiência no comando da seleção chegou ao fim", declarou.
Segundo a Figc, a rescisão contratual foi realizada em comum acordo entre as partes.
A Itália não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, quando foi eliminada ainda na fase de grupos, e não alcança o mata-mata do torneio desde a campanha do tetracampeonato, em 2006, na Alemanha. O novo vexame desencadeou uma crise que envolve tanto o futebol quanto a política nacional.
Ao se despedir, Gattuso ressaltou o peso da camisa da seleção: "A camisa Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar futuras avaliações técnicas desde o início".
O agora ex-treinador também agradeceu ao ex-presidente da Figc, Gabriele Gravina, e ao ex-goleiro e ex-dirigente Gianluigi Buffon pelo apoio durante sua gestão - os dois também deixaram seus respectivos cargos, após o vexame.
"Foi uma honra comandar a seleção nacional", afirmou, destacando ainda o comprometimento dos jogadores e o apoio constante dos torcedores italianos, "que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio à seleção nacional ao longo desses meses".
Em nota oficial, Gravina elogiou o trabalho de Gattuso à frente da equipe. "Ele deu uma valiosa contribuição como treinador, conseguindo trazer de volta o entusiasmo à seleção em apenas alguns meses", declarou o cartola, lembrando que o ex-técnico " incutiu nos jogadores e em todo o país um grande orgulho pela camisa" da Itália.
A saída de Gattuso marca mais um capítulo turbulento na reconstrução da seleção italiana, que agora terá que buscar um novo treinador para tentar recolocar o país entre as potências do futebol internacional.