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Willer Tomaz afirma que pagou R$ 3,6 milhões em mansão que é alvo de disputa com o jogador Richarlison

Advogado diz que parte do dinheiro foi usado para quitar dívidas do imóvel; atacante do Tottenham contesta

22 out 2026 - 22h36
(atualizado às 22h38)
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O advogado Willer Tomaz mantém uma disputa judicial com Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
O advogado Willer Tomaz mantém uma disputa judicial com Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A disputa judicial entre Willer Tomaz e Richarlison por uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ganhou mais um capítulo. O advogado afirma que pagou R$ 3,6 milhões pelo imóvel, localizado na Ilha Comprida, em 2022, e pouco mais de 80% do valor foi destinado ao pagamento de dívidas de impostos. 

Willer afirma que pagou cerca de R$ 3 milhões para quitar impostos que estavam atrasados há dez anos. As informações são do portal Uol. A compra foi feita por meio da sua empresa, a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, e a escritura pública do imóvel ainda consta o pagamento de R$ 600 mil pelo advogado. 

Do outro lado, Richarlison afirma que investiu cerca de R$ 10 milhões. Segundo ele, o valor inclui R$ 4,66 milhões pagos a antigos ocupantes, além de despesas com reformas e segurança.

Willer Tomaz teria negociado a compra da mansão com um homem chamado Donato Capabianco Galvez, que tinha autorização para tratar do negócio em nome da M. Locadora de Veículos e Transportes Turísticos Limitada.

Em sua última manifestação sobre o caso Richarlison apresentou documentos e números de processos que, segundo ele, comprovam a compra da propriedade. O jogador voltou a cobrar a devolução do imóvel e questionou a atuação da Justiça e da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) na disputa pela posse da área.

A manifestação ocorreu após o advogado Willer Tomaz desafiar o atleta a apresentar provas de que havia adquirido legalmente a propriedade. Em vídeo, Richarlison afirmou que a negociação foi feita de forma regular e que a Justiça do Rio de Janeiro validou sua posse.

Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Richarlison mostra documentos que comprovariam compra de mansão em ilha no RJ
Foto: Reprodução/Instagram

Relembre o caso

A disputa envolve uma mansão localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Richarlison afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões na propriedade e acusa o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem obtido a posse do imóvel sem lhe pagar o valor investido.

Segundo relato anterior do jogador, a aquisição ocorreu durante a pandemia de covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior e Renato Velasco, ex-empresário do atacante. Em 2020, a mansão foi comprada pela Sport 70 Intermediação de Negócios Ltda., empresa ligada a Velasco.

Em 2022, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa ligada a Willer Tomaz. A disputa envolve também reivindicações de representantes dos espólios de antigos proprietários e questões relacionadas à documentação da área.

Em vídeo publicado anteriormente, Richarlison pediu que a Polícia Federal investigasse o caso e afirmou que não recebeu o dinheiro investido. O jogador disse ainda que pretende doar o valor caso consiga recuperá-lo.

Flávio Bolsonaro negou envolvimento na negociação. Ele afirmou que “não comprou, vendeu, intermediou nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão”. Sua assessoria também declarou que o processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e que eventuais manifestações caberiam aos envolvidos.

Willer Tomaz, por sua vez, afirmou que Richarlison nunca foi parte nos processos judiciais e que a empresa ligada ao jogador perdeu as ações, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O advogado também declarou que o negócio já foi investigado e que o inquérito foi arquivado por falta de indícios de crime. Tomaz ainda informou que move uma ação por danos morais contra o atacante em razão das declarações públicas.

Em junho de 2025, o STJ confirmou decisão anterior do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que reconheceu o direito de posse de Tomaz sobre a mansão.

Fonte: Portal Terra
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