Scaloni não se surpreende com sucesso de Cabo Verde na Copa e põe Brasil entre os favoritos
Treinador da Argentina demonstra respeito ao rival africano antes do duelo em Miami: 'Não estão aqui por acaso'
MIAMI GARDENS - O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, demonstrou respeito a Cabo Verde antes do duelo com o rival africano pela fase de 16 avos da Copa do Mundo, marcado para esta sexta-feira, às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, nos arredores de Miami.
O treinador argentino destacou a organização defensiva do adversário e afirmou que sua seleção terá de fazer uma partida "consistente" para avançar.
"É uma equipe que não perdeu na competição. Em alguns jogos, como contra a Arábia Saudita, até mereceu vencer. Contra Espanha e Uruguai teve mais dificuldades, mas se defendeu muito bem, interceptou os passes em profundidade e contra-atacou com qualidade", analisou Scaloni.
O time africano passou em segundo no grupo que tinha Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, com os quais empatou. Portanto, avançou de fase sem perder.
Segundo Scaloni, a comissão técnica argentina já havia estudado Cabo Verde antes mesmo da definição do confronto, por considerá-lo um possível adversário no mata-mata. "Não nos surpreende que tenham chegado até aqui. Eles não estão aqui por acaso. É uma boa equipe e precisamos respeitá-la", afirmou. "Já vimos partidas muito equilibradas nesta Copa, e não esperamos nada diferente."
Questionado sobre a possibilidade de Lionel Messi precisar disputar uma partida longa, com prorrogação, o técnico de 48 anos evitou fazer previsões. "Não faz sentido responder agora porque não sabemos como o jogo vai se desenrolar. Messi já atuou de diferentes maneiras conosco. Imagino que ele estará em campo, mas tudo depende de como a partida acontecer e de como ele estiver se sentindo".
Ele citou o Brasil ao responder sobre as seleções que são consideradas as favoritas no Mundial. "Acho que a França está jogando muito bem hoje, e o Brasil também. São times que estarão na disputa até o final". Também mencionou México, Colômbia, Espanha e Inglaterra.
A Argentina jogará "em casa", já que há uma extensa comunidade argentina que vive em Miami e estima-se que mais de 50 mil viajaram para a cidade, com ou sem ingressos para a partida.
Para Scaloni, o ambiente favorável representa um incentivo para a equipe, e não uma fonte de pressão. "Desde que jogo e trabalho na seleção, a torcida sempre foi um grande incentivo. Não sei se esta equipe transmite algo diferente, mas sentimos esse apoio. Os jogadores são torcedores vestindo a camisa da Argentina, e isso nos dá algo a mais. Para nós, nunca é uma pressão, é um reforço."
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