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Rodrigo Caetano confirma renovação da seleção e promete espaço para novos nomes no ciclo de 2030

Mesmo com a queda precoce diante da Noruega, o dirigente defendeu a continuidade do trabalho de Ancelotti e disse que a avaliação interna segue positiva

8 jul 2026 - 13h01
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De volta ao Brasil após a eliminação da seleção nas oitavas de final da Copa do Mundo, o diretor de seleções da CBF, Rodrigo Caetano, afirmou que o trabalho para o próximo ciclo já começou. Segundo o dirigente, a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti utilizará os amistosos da Data Fifa de setembro para ampliar a observação de atletas e abrir espaço para jogadores que não participaram do Mundial.

Mesmo com a queda precoce diante da Noruega, Caetano defendeu a continuidade do trabalho de Ancelotti e disse que a avaliação interna segue positiva. Para o dirigente, a permanência do treinador demonstra confiança no projeto para o próximo Mundial.

"Todos nós esperávamos chegar muito mais longe na Copa. Nossa seleção vinha em uma crescente. A avaliação é positiva, senão ele não teria ficado. Ele mesmo não teria tomado a decisão de permanecer. Agora precisamos de tempo para reavaliar e fazer os ajustes".

Rodrigo Caetano destacou que a próxima Copa do Mundo deverá marcar uma renovação natural do elenco, já que parte dos jogadores mais experientes dificilmente estará no torneio. Segundo ele, a tendência é que jovens atletas passem a receber mais oportunidades ao longo do ciclo.

"Muitos jogadores experientes não vão poder estar conosco na próxima Copa. Abre-se um espaço maior para os jovens, e tenho certeza de que a comissão técnica vai oportunizá-los e colocar a seleção novamente no rumo".

O dirigente também apontou a estabilidade da comissão técnica como um fator importante para evitar mudanças bruscas ao longo do ciclo, cenário que, segundo ele, prejudicou a seleção em edições anteriores.

"Para que não tenhamos um ciclo como foi no passado, essa estabilidade é um lado positivo. Mesmo com o resultado abaixo do esperado, tivemos muitos jogadores jovens que ganharam minutagem e experiência. É por aí que vamos começar pensando nos amistosos e em um ciclo mais estável".

Por fim, Caetano afirmou que o Brasil continua produzindo talentos em quantidade, mas reconheceu que o cenário internacional mudou e exige uma análise mais profunda das recentes eliminações em grandes competições.

"Temos muitos jogadores jovens. Quando o resultado não vem, é difícil reconhecer os pontos positivos. Rayan e Endrick, por exemplo, até pouco tempo estavam disputando categorias de base. O Brasil sempre terá muitos jogadores qualificados. A discussão que vale é entender por que ficamos pelo caminho nas últimas competições. As outras seleções cresceram, o futebol está globalizado e muito mais físico. Cabe a nós reunir tudo isso, organizar e recolocar a seleção no caminho das vitórias".

Estadão
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