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Futebol

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Dan O'Toole, o homem de confiança de Infantino escolhido para estruturar plano para vender a Copa

Segundo o 'The Times', chefe de gabinete fez parte de grupo de dirigentes que desenvolveu a proposta por meses e teve papel de planejamento, mantendo contato com banqueiros

7 ago 2026 - 12h42
(atualizado às 12h46)
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O plano frustrado da Fifa de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), um braço comercial da entidade para vender ações da Copa do Mundo, para investidores foi estruturado por Dan O'Toole, irlandês que é diretor do escritório executivo da entidade máxima do futebol. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Times.

De acordo com a publicação, O'Toole é um dos homens de confiança de Gianni Infantino, presidente da Fifa, e teve papel central no planejamento da FFE. Ele fez parte de um grupo de dirigentes que teve a missão de desenvolver o plano ao longo de vários meses antes de a proposta vir à tona.

"Infantino utilizou um pequeno grupo de dirigentes para elaborar o plano, a maioria dos quais era muito inexperiente ou tinha muito medo de apontar que ele estava, na prática, vendendo a alma do futebol por dinheiro.

Dan O’Toole, homem de confiança de Infantino, teve papel central na estruturação da FFE.
Dan O’Toole, homem de confiança de Infantino, teve papel central na estruturação da FFE.
Foto: Reprodução/LinkedIn / Estadão

Já o The New York Times afirma que Dan O'Toole fez parte de um grupo de três dirigentes que aprovaram o acordo antes do prazo final, enquanto dois não o fizeram. Os outros dois foram o secretário-geral Mattias Grafström, o diretor jurídico Emilio Garcia. O diretor de operações Kevin Lamour e o diretor financeiro Thomas Peyer recusaram-se a apoiar a proposta.

Ainda de acordo com o NYT, O'Toole, com um perfil mais jovem, foi escolhido a dedo por Infantino para trabalhar no contato com banqueiros durante a elaboração da proposta. O presidente da Fifa manteve a ideia da FFE restrita a um grupo pequeno de dirigentes, mesmo negociando a venda das ações para a JP Morgan e a Thrive Capital, empresa de private equity de Josh Kushner, genro de Donald Trump.

O projeto veio à tona após publicação do The Times, em 28 de julho, e a Fifa se manifestou no mesmo dia para explicar a proposta, vender de 20% a 30% da investidores privados. Para convencer o colégio eleitoral do futebol mundial, a Fifa havia estruturado um plano inicial de repasses às 211 federações nacionais filiadas, em programa denominado Fifa Fast-Forward (FFFP). Para financiar esta primeira fase, a FFE pretendia captar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) no mercado.

Lideradas pela Uefa, federações ao redor do mundo demonstraram preocupação quanto ao processo e falta de transparência na condução da proposta. Em 31 de julho, a Fifa anunciou a desistência da ideia. Dias depois, a entidade emitiu uma carta com um pedido de desculpas às filiadas pela falta de diálogo e prometeu não levar a proposta adiante.

O estrago, porém, já havia sido feito. A pressão das confederações de futebol é gigante por uma saída honrosa do cartola ítalo-suíço do comando da Fifa. Infantino não está disposto a abrir mão do cargo e tem o apoio da Conmebol, da Confederação Africana e algumas federações da Ásia e da Concacaf, como o México. A Uefa, que ameaça boicotar a Copa do Mundo caso o dirigente permanece no cargo, trabalha nos bastidores para a escolha de um substituto visando a eleição de março de 2027.

Estadão
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