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Futebol

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Paulo Sérgio: 'Colocar Endrick no meio da bagunça é queimar um jogador'

Ex-atacante vê risco de expor o jovem atacante em meio à cenário de instabilidade da seleção

15 jun 2026 - 11h35
(atualizado às 11h56)
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Campeão da Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira, o ex-atacante Paulo Sergio avaliou a situação de Endrick, que ficou no banco de reservas e não entrou na partida contra o Marrocos, estreia do Brasil no Mundial. Ele alertou para o risco de expor o jovem de 18 anos no cenário de instabilidade do time de Carlo Ancelotti.

Paulo Sérgio lembrou que o atacante já viveu uma situação parecida no Palmeiras, quando o técnico Abel Ferreira optou por não utilizá-lo em algumas partidas pela falta de experiência. "O Endrick é um jogador que já conhecemos, mas o Abel já pôs o Endrick na tribuna porque ele entendeu que o Endrick precisava de maturidade. Ele volta a jogar e ganha sozinho aquele jogo contra o Botafogo", afirmou Paulo Sergio, na live "Seleção Estadão" desta segunda-feira, 15.

O ex-jogador também comentou a passagem de Endrick pelo Real Madrid, quando ele também amargou o banco de reservas com Ancelotti. "Ele chega no Real Madrid, já estava com a cabecinha lá em cima, golinha virada, virada de shortinho. Já mudou a cabeça de novo. O que o Ancelotti faz? Põe ele no banco. Jogadores do lado não cumprimentavam ele. Então alguma coisa estava acontecendo no Real Madrid", disse.

Endrick ficou no banco de reservas contra o Marrocos mesmo após gol no amistoso contra o Egito.
Endrick ficou no banco de reservas contra o Marrocos mesmo após gol no amistoso contra o Egito.
Foto: Reprodução/@Brasil via Instagram / Estadão

Na avaliação de Paulo Sérgio, Endrick tem capacidade para disputar espaço na seleção brasileira, mas a comissão técnica precisa escolher o momento adequado para utilizá-lo. "O Endrick é melhor do que o Igor Thiago? É. Faz a função do Matheus Cunha? Faz. Agora, você precisa colocá-lo no momento certo. Se você coloca o Endrick naquele momento em que estava uma bagunça, você queima o jogador", completou.

Endrick no fim da fila

Segundo o colunista Marcel Rizzo, que está nos Estados Unidos acompanhando a seleção brasileira, Endrick é a última opção entre os atacantes convocados para a Copa. "Para o Ancelotti, o Endrick está no fim da fila. Ele vê Luiz Henrique e Matheus Cunha na frente, que são caras que trabalharam com ele no mini ciclo. O Igor Thiago o Ancelotti também entende que está na frente."

Ainda de acordo com o colunista, Ancelotti ainda tem dúvidas sobre qual a melhor maneira de utilizar o jogador. "O Ancelotti também entende que o Matheus Cunha faz uma função que o Endrick não faz. Ele não vê ele como um 9, mas também não vai colocar ele jogando aberto. Tem essas duas questões: o fim da fila e o Ancelotti tentando entender como vai utilizar o Endrick."

O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira, 19, quando enfrenta o Haiti, na Filadélfia No dia 24, o adversário será a Escócia, em Miami.

Estadão
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