Paulo Sérgio: 'Colocar Endrick no meio da bagunça é queimar um jogador'
Ex-atacante vê risco de expor o jovem atacante em meio à cenário de instabilidade da seleção
Campeão da Copa do Mundo de 1994 com a seleção brasileira, o ex-atacante Paulo Sergio avaliou a situação de Endrick, que ficou no banco de reservas e não entrou na partida contra o Marrocos, estreia do Brasil no Mundial. Ele alertou para o risco de expor o jovem de 18 anos no cenário de instabilidade do time de Carlo Ancelotti.
Paulo Sérgio lembrou que o atacante já viveu uma situação parecida no Palmeiras, quando o técnico Abel Ferreira optou por não utilizá-lo em algumas partidas pela falta de experiência. "O Endrick é um jogador que já conhecemos, mas o Abel já pôs o Endrick na tribuna porque ele entendeu que o Endrick precisava de maturidade. Ele volta a jogar e ganha sozinho aquele jogo contra o Botafogo", afirmou Paulo Sergio, na live "Seleção Estadão" desta segunda-feira, 15.
O ex-jogador também comentou a passagem de Endrick pelo Real Madrid, quando ele também amargou o banco de reservas com Ancelotti. "Ele chega no Real Madrid, já estava com a cabecinha lá em cima, golinha virada, virada de shortinho. Já mudou a cabeça de novo. O que o Ancelotti faz? Põe ele no banco. Jogadores do lado não cumprimentavam ele. Então alguma coisa estava acontecendo no Real Madrid", disse.
Na avaliação de Paulo Sérgio, Endrick tem capacidade para disputar espaço na seleção brasileira, mas a comissão técnica precisa escolher o momento adequado para utilizá-lo. "O Endrick é melhor do que o Igor Thiago? É. Faz a função do Matheus Cunha? Faz. Agora, você precisa colocá-lo no momento certo. Se você coloca o Endrick naquele momento em que estava uma bagunça, você queima o jogador", completou.
Endrick no fim da fila
Segundo o colunista Marcel Rizzo, que está nos Estados Unidos acompanhando a seleção brasileira, Endrick é a última opção entre os atacantes convocados para a Copa. "Para o Ancelotti, o Endrick está no fim da fila. Ele vê Luiz Henrique e Matheus Cunha na frente, que são caras que trabalharam com ele no mini ciclo. O Igor Thiago o Ancelotti também entende que está na frente."
Ainda de acordo com o colunista, Ancelotti ainda tem dúvidas sobre qual a melhor maneira de utilizar o jogador. "O Ancelotti também entende que o Matheus Cunha faz uma função que o Endrick não faz. Ele não vê ele como um 9, mas também não vai colocar ele jogando aberto. Tem essas duas questões: o fim da fila e o Ancelotti tentando entender como vai utilizar o Endrick."
O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira, 19, quando enfrenta o Haiti, na Filadélfia No dia 24, o adversário será a Escócia, em Miami.
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