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Futebol

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O mistério de Salah e as marcas que Austrália e Egito esperam bater na Copa do Mundo

Equipe australiana é a última representante da AFC; egípcios tentam não repetir eliminações no fim, como outras seleções africanas que caíram na segunda fase

2 jul 2026 - 21h47
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ARLINGTON - Quem quer que seja o classificado às oitavas de final da Copa do Mundo entre Austrália e Egito terá vencido sua primeira partida de mata-mata em um Mundial. As duas seleções carregam ainda representatividades continentais para a partida, que tem dúvida sobre o principal astro: Mohamed Salah.

O jogador teve um incômodo muscular no último jogo da fase de grupos e pediu para ser substituído no segundo tempo. Ele voltou aos treinos, mas pode começar no banco na partida eliminatória.

"Salah é apaixonado pelo futebol. Quer contribuir. Não vou apressar nada se não tiver certeza de que ele esteja pronto para amanhã", disse o técnico egípcio Hossam Hassan.

Do outro lado, o radar sobre Salah também está ligado. "Nos preparamos para Salah jogar. Quando ele não está no campo, sabemos quem deve entrar. Nos preparamos para os dois cenários e veremos amanhã", contou o treinador australiano Tony Popovic.

Austrália é a última representante da Confederação de Futebol da Ásia (AFC) na Copa, após as eliminações de Coreia do Sul, Catar, Irã, Arábia Saudita, Jordânia e Uzbequistão na fase de grupos e a do Japão, na segunda fase.

O time australiano nunca venceu um mata-mata de Mundial. As melhores campanhas são as oitavas de final nas edições de 2006 e de 2022.

Já o Egito tenta não repetir as eliminações nos últimos minutos que atingiram outras seleções africanas, como Costa do Marfim, Senegal e República Democrática do Congo. As três caíram, respectivamente, para Noruega, Bélgica e Inglaterra. É a primeira vez que o time avançou além da fase de grupos.

"Jogamos de forma equilibrada. É importante estudar nosso adversário, mas temos de impor nossa personalidade. Vamos fazer isso coletivamente. A Austrália gosta de jogar com bolas longas e é forte fisicamente, mas podemos lidar com isso", projeta Hassan.

O técnico egípcio foi perguntado quatro vezes durante a coletiva de imprensa sobre a vantagem física que o time australiano pode ter, com jogadores altos.

"Vamos enfrentar todos os tipos de jogadores. Maradona não era o mais alto. Messi também não. Tudo bem. Vamos jogar futebol, não rúgbi", respondeu, achando que colocaria fim no assunto, mas não sem antes ouvir a pergunta novamente, pela quarta vez.

Quando escutou a resposta do colega, Popovic riu e não contestou. "É futebol, concordo com ele (técnico do Egito). Estamos aqui porque jogamos bom futebol", resumiu.

O merecimento foi enaltecido nos dois lados. "Tenho certeza de que eles podem apresentar soluções para os problemas que esperamos causar. Eles são rápidos, têm qualidade com a bola. Estamos todos aqui porque merecemos. E nós não somos uma equipe pequena. Vencemos a Copa Africana de Nações sete vezes. Temos talentos. Vamos respeitar uns aos outros amanhã", previu Hassan.

Popovic praticamente repetiu: "Merecemos estar aqui. Nos sentimos tranquilos e confiantes. Pensamos e ter nosso melhor desempenho amanhã. Respeitando o adversário. Esperamos vencer o nosso primeiro jogo de mata-mata. Queremos mostrar o futebol australiano num palco Mundial".

Austrália e Egito se enfrentam no AT&T Stadium, em Arlington, nesta sexta-feira, às 15h (de Brasília). A partida define quem enfrentará o vencedor entre Argentina e Cabo Verde nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Estadão
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