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New York Cosmos, último time de Pelé como jogador, retorna ao futebol profissional em 2026

Projeto de reativar equipe do Rei do Futebol nos EUA é liderado por grupo de investidores

11 jul 2025 - 11h46
(atualizado em 11/7/2025 às 17h12)
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O New York Cosmos está de volta ao futebol profissional. A lendária equipe dos Estados Unidos, a última da carreira de Pelé, foi oficialmente anunciada nesta quinta-feira como a mais nova integrante da USL League One, terceira divisão do país, a partir da temporada de 2026. O projeto é liderado por um novo grupo de investidores, que adquiriu os direitos do clube e parte da participação do empresário ítalo-americano Rocco Commisso, atual dono da Fiorentina.

O retorno marca mais uma tentativa de reativar o legado esportivo dos Cosmos, que viveram seus dias de glória há quase 50 anos, quando craques como Pelé, Franz Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Giorgio Chinaglia levaram multidões aos estádios e colocaram o futebol em evidência nos Estados Unidos. Ícones do esporte mundial, esses nomes transformaram o time em fenômeno midiático e referência de uma era.

O jogador Pelé, durante cerimônia de sua despedida no futebol atuando pelo time do Cosmos (EUA) contra o Santos, no Giants Stadium, em Nova Jersey (EUA). - 01/10/1977
O jogador Pelé, durante cerimônia de sua despedida no futebol atuando pelo time do Cosmos (EUA) contra o Santos, no Giants Stadium, em Nova Jersey (EUA). - 01/10/1977
Foto: Domicio Pinheiro/Estadão / Estadão

"Estamos, de certa forma, revivendo tudo isso novamente", disse Erik Stover, um dos novos coproprietários do clube, ao The Athletic.

Stover é um nome conhecido da torcida. Ele foi dirigente dos Cosmos entre 2012 e 2017, durante o período em que o clube dominou a segunda encarnação da NASL (North American Soccer League), conquistando três títulos e mantendo-se entre os protagonistas da liga.

"Os Cosmos têm contado uma história cheia de reviravoltas ao longo das décadas", afirmou. Agora, o desafio é construir um caminho sustentável dentro da USL, liga com calendário regular e estrutura mais estável do que as tentativas anteriores.

Desde o fim da NASL, em 2017, os Cosmos disputaram apenas quatro partidas oficiais — todas em 2020, durante a pandemia. A equipe virou mais marca nostálgica do que clube ativo, com apelo entre colecionadores, mas distante do torcedor que acompanha o futebol no dia a dia.

A nova fase busca mudar isso, com jogos sediados em Nova Jersey e foco em um público renovado, ainda que resgatando símbolos do passado, como o escudo usado por Pelé e Beckenbauer nos anos 1970, quando o time passou a atuar no Giants Stadium e retirou o "New York" do nome, virando apenas "Cosmos".

Essa não é a primeira tentativa de renascimento. O clube foi reativado em 2010 com grande expectativa, atraiu estrelas como Raúl e Marcos Senna, e até empilhou conquistas na NASL. Mas o projeto não resistiu à instabilidade da liga, e o investimento acabou sendo engavetado. O novo grupo aposta em mais estrutura e menos dependência de nomes midiáticos, embora a conexão com a história continue sendo parte central do projeto.

Estadão
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