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​"Não tenho que concordar": Jardim é direto sobre Plata, explica gestão de craques e analisa vitória no clássico

Treinador rubro-negro analisou o triunfo por 3 a 0 sobre o Botafogo, explicou o quebra-cabeça do meio-campo e comentou a oscilação da equipe na etapa final. ​O Flamengo fez o dever de casa e superou o Botafogo por 3 a 0 em mais uma edição do clássico carioca. Após uma partida marcada por um amplo […]

30 ago 2026 - 19h23
(atualizado às 19h23)
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Resumo
Após o Flamengo vencer o Botafogo por 3 a 0, o técnico Leonardo Jardim defendeu o rodízio do elenco para evitar o desgaste e manter a identidade tática. Sobre a saída de Gonzalo Plata, afirmou que seu papel é treinar os atletas disponíveis, sem necessidade de concordar com a diretoria. Por fim, Jardim atribuiu a queda de rendimento no segundo tempo ao cansaço gerado pelo estilo de jogo e pediu maior eficácia ofensiva para definir os confrontos mais cedo.
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Esporte News Mundo

Treinador rubro-negro analisou o triunfo por 3 a 0 sobre o Botafogo, explicou o quebra-cabeça do meio-campo e comentou a oscilação da equipe na etapa final.

O Flamengo fez o dever de casa e superou o Botafogo por 3 a 0 em mais uma edição do clássico carioca. Após uma partida marcada por um amplo domínio rubro-negro, especialmente na primeira etapa, o técnico Leonardo Jardim atendeu à imprensa em entrevista coletiva. Em um tom sincero e analítico, o comandante português detalhou como tem gerido o recheado elenco flamenguista, não fugiu de perguntas espinhosas sobre o mercado de transferências e justificou a queda de ritmo do time nos 45 minutos finais.

O desafio de "encaixar todo mundo" e a força do grupo

Com um elenco repleto de estrelas no setor de criação e meio-campo, Jardim tem sido frequentemente questionado sobre a possibilidade de utilizar todas as suas principais peças simultaneamente. O treinador, no entanto, defendeu a necessidade de rodagem e explicou os riscos táticos e físicos de colocar todos os juntos desde o início.

"Encaixar todo mundo é positivo, mas todo mundo cansa junto. Arrascaeta, Jorginho, Erick cansa ao mesmo tempo e aí? Muda o DNA do time. Com a nossa gestão a gente consegue trocar sem perder o DNA. Às vezes colocar todo mundo junto não é o melhor. Com todos juntos (Jorginho, Pulgar, Arrascaeta e Paquetá), só temos o Lino que dá profundidade. O importante é ter soluções. Cansa um, entra outro. O Flamengo não são 11. O Flamengo somos nós todos. Os jogadores que entram, ficam no banco. Somos todos", explicou o técnico.

A saída de Gonzalo Plata

O tom tático da coletiva deu lugar a uma resposta mais curta e direta quando o assunto foi a recente saída do atacante Gonzalo Plata. Sem meias palavras, Leonardo Jardim deixou claro que as decisões da diretoria não precisam necessariamente do seu aval, traçando um paralelo com a sua própria autonomia no comando da equipe.

"Eu não tenho que concordar com as ações do clube, assim como eles não tem que concordar com meus treinos e substituições. Eu tenho que treinar os que estão aqui", cravou Jardim, encerrando rapidamente o assunto e focando nas peças que tem à disposição.

Análise da oscilação no 2º tempo

Apesar do placar elástico de 3 a 0, o Flamengo apresentou uma visível queda de intensidade na segunda etapa, permitindo que o Botafogo ganhasse campo. Questionado sobre essa queda de rendimento, o treinador rubro-negro atribuiu o cenário ao alto desgaste do estilo de jogo da equipe e alertou para a necessidade de ser mais letal para matar os confrontos mais cedo.

"Às vezes estamos num jogo que amassamos o adversário e eles reagem na segunda parte. Mas se entrasse uma ou duas bolas, eles não iriam reagir. Depois tem o cansaço. Aí temos que jogar com os jogadores que temos no banco. Nosso jogo é desgastante. Se a gente tiver um pouco mais de eficácia, mais um golzinho só, o adversário já tem outra postura. Porque eles vão ter que arriscar mais e hoje a gente viu isso", concluiu.

O resultado reafirma a força do Flamengo na temporada e valida, na prática, o discurso do treinador sobre a importância de ter um banco de reservas capaz de manter o nível de competitividade durante os 90 minutos.

Esporte News Mundo
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