Chicão olha para trás com muito orgulho. Remanescente da equipe que disputou a Série B em 2008, o zagueiro lembra de jogadores que não aceitaram vir para o Corinthians por conta do grande desafio de levar a equipe de volta à elite. Às vésperas do Mundial, ele fala sobre o assunto com muito bom humor.
Era 14 de janeiro de 2000. O Corinthians iria disputar a primeira final de Mundial de Clubes no Rio de Janeiro, a poucos quilômetros de São Paulo, e mobilizou a nação alvinegra. Corintianos de todas as partes pegaram aeroportos e estradas rumo a terras cariocas. Entre eles, o jovem Ricardo Corregio, que sequer imaginava o destino trágico que o aguardava: a van que levava ele e 10 amigos capotou na estrada e nenhum deles jamais viu a decisão contra o Vasco. Quase 13 anos depois, o agora gerente comercial da Odebrecht na Arena Itaquera terá uma nova chance, só que no Japão
"Dou até risada hoje porque houve vários jogadores que não toparam vir para o Corinthians. Sei de alguns, sei que o ex-presidente Andrés Sanchez também sabe disso. É uma pena. Poderiam estar desfrutando de tudo isso", disse.
Na época, um dos jogadores que rejeitaram o clube foi o atacante Kleber Pereira. O lateral Alessandro, que também veio para jogar a Série B, tentou convencê-lo a vir, já que atuaram juntos pelo Santos. A resposta foi negativa.
"Fico feliz pelo meu amigo Alessandro e por estarmos desfrutando de tudo isso. Por Julio Cesar também. A gente tem tudo para conquistar o Mundial, é o único título que falta para nós", completou.
Cinco anos depois do momento mais triste para a torcida, o Corinthians de uma reviravolta em sua situação. Além do título da Série B, os alvinegros conquistaram Copa do Brasil (2009), Paulista(2009), Brasileiro (2011) e a inédita Copa Libertadores de forma invicta.
Era 14 de janeiro de 2000. O Corinthians iria disputar a primeira final de Mundial de Clubes no Rio de Janeiro, a poucos quilômetros de São Paulo, e mobilizou a nação alvinegra. Corintianos de todas as partes pegaram aeroportos e estradas rumo a terras cariocas. Entre eles, o jovem Ricardo Corregio, que sequer imaginava o destino trágico que o aguardava: a van que levava ele e 10 amigos capotou na estrada e nenhum deles jamais viu a decisão contra o Vasco. Quase 13 anos depois, o agora gerente comercial da Odebrecht na Arena Itaquera terá uma nova chance, só que no Japão
Foto: Léo Pinheiro / Terra
"Fomos em 11 pessoas para o Rio de Janeiro naquela ocasião. Alugamos uma van para sair de São Paulo por volta de meio-dia, mas o motorista chegou atrasado e quis recuperar o tempo perdido na estrada. Se mandou correndo para o Rio, e quando estávamos no Pico das Agulhas Negras, em Resende, ele perdeu o controle e capotou o carro para fora da estrada", relembrou Ricardo, hoje com 37 anos e realizando o sonho de trabalhar diariamente na construção do tão aguardado estádio corintiano
Foto: Léo Pinheiro / Terra
Correggio herdou a paixão alvinegra do pai, que segundo ele acompanha todas as partidas do time do Parque São Jorge. Por isso, o "corintianismo" faz parte de todos os membros da família, razão que explica também o motivo pelo qual o irmão Fábio viajava com ele ao Rio de Janeiro para assistir a decisão mundial de 2000. Foi na altura do km 306 da Rodovia Presidente Dutra que aconteceu a fatalidade