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Sub-20 deixa Mundial da Fifa sem Brasil e Argentina pela 1ª vez

19 jan 2013 18h19
| atualizado em 18/6/2013 às 11h51
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Com nomes como Ademilson, Brasil não conseguiu vaga
Foto: AP

Após 83 anos e 66 torneios organizados pela Fifa, um Mundial - neste caso, o da categoria Sub-20 de 2013 - não terá Brasil nem Argentina entre os participantes, isso porque ambas as seleções foram eliminadas na primeira fase do Sul-Americano Sub-20, disputado nas cidades de Mendoza e San Juan.

Nas 51 edições de Mundial anteriores, tanto entre profissionais quanto na base, masculino ou feminino, sempre pelo menos uma das duas potências da América do Sul esteve presente para representar o continente nas diversas competições organizadas pela entidade máxima do futebol.

A surpreendente eliminação primeiro da Argentina, diante de seu público, provocou o primeiro forte baque no torneio e deixou os donos da casa preocupados quanto ao futuro de sua seleção.

Uma vitória diante de uma Colômbia com reservas, um empate diante da Bolívia e duas derrotas, para Chile e Paraguai, deixaram a equipe dirigida por Marcelo Trobbiani fora dos três melhores do Grupo A e, conseqüentemente, sem chances de avançar ao hexagonal final.

Promessas do futebol local como Ricardo Centurión, Luciano Vietto (Racing), Matías Kranevitter, Manuel Lanzini (River Plate), Agustín Allione (Vélez Sársfield), Lucas Melano (Belgrano) e dois reforços do exterior como Juan Iturbe (Porto) e Federico Cartabia (Valencia) davam esperanças de bom futebol e resultados ao organizador do torneio.

No entanto, como vem acontecendo nos últimos seis anos desde a saída de Hugo Tocalli das divisões formadoras da seleção argentina, a equipe somou uma nova frustração, dois anos depois de ter ficado fora dos Jogos Olímpicos de Londres também devido a uma campanha ruim no Sul-Americano Sub-20.

Os cinco títulos mundiais da categoria conquistados na era Pekerman-Tocalli (Catar 1995, Malásia 1997, Argentina 2001, Holanda 2005 e Canadá 2007) são lembranças muito recentes, que se juntam à velha lembrança do troféu obtido no Japão, em 1979, com Maradona e companhia. Algo que contrasta com a pobre fase atual.

O vexame liga o sinal de alerta para a seleção sub-17, que em abril disputará o Sul-Americano também como anfitriã, e gera questionamentos quanto ao trabalho do Secretário de Seleções Juvenis, Humberto Grondona, filho do presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Julio Grondona.

A reestruturação coloca a saída de quase todos os integrantes do atual comissão técnica da base, formada quase que unicamente com ex-jogadores do elenco campeão da Copa de 1986, no México.

Uma situação muito parecida viveu a seleção brasileira, que chegou ao Sul-Americano Sub-20 como amplo favorito. A equipe, atualmente dirigida pelo técnico Emerson Ávila, vinha de um tricampeonato no torneio e ainda é a atual campeã mundial.

No entanto, duas derrotas, para Uruguai e Peru, um empate com o Equador e uma dura vitória contra a Venezuela deixaram o Brasil na lanterna do Grupo B e pela terceira vez desde 1977 ausente de um Mundial de base. Isso só havia acontecido em 1979 (Sub-19) e 1993 (Sub-17).

Cinco vezes campeã mundial Sub-20 (1983, 1985, 1993, 2003 e 2011), três vezes vice (1991, 1995 e 2009), a seleção esteve muito longe do futebol apresentado por aqueles que obtiveram essas conquistas.

Mesmo com Rafael Alcântara, do Barcelona, como único atleta a atuar no exterior, mas joias de times nacionais, como Ademilson (São Paulo), Adryan e Mattheus (Flamengo), Felipe Anderson (Santos), Wallace (Fluminense), Bruno Mendes (Botafogo), o Brasil fez feio.

A equipe de Emerson Ávila nunca encontrou o rumo e, com a Copa do Mundo do Brasil por vir, dificilmente Luiz Felipe Scolari encontrará na seleção de base uma solução ou mesmo uma alternativa para a equipe principal.

EFE   
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