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Brasil Sub-20: Hamilton comemora vaga de verde e amarelo

O jogo das quartas de final entre Brasil e Portugal levou torcedores à loucura, com disputa acirrada e vaga brasileira nos pênaltis

14 jun 2015
15h18
atualizado às 15h43
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Após o sufoco do jogo contra o Uruguai na última quinta-feira (horário local), a Seleção Sub-20 do Brasil foi recebida em Hamilton – a quarta maior cidade da Nova Zelândia - com torcida verde e amarela. O jogo das quartas de final contra a seleção de Portugal, porém, não foi menos difícil que o anterior e chegou aos pênaltis, com vitória para o time brasileiro. Se em campo a disputa foi acirrada, com 50% da posse de bola para cada equipe no primeiro tempo, faltas, empurrões e discussões, o que prevaleceu na arquibancada foi muita rivalidade, mas sem perder o espírito esportivo. As torcidas se misturaram nas cadeiras, vibraram lado a lado, e torcedores portugueses até prometeram vestir verde e amarelo caso a Seleção vá para a final.

O jogo foi animado com gritos, aplausos, cantos e vaias de torcedores portugueses e brasileiros ansiosos pela saída do primeiro gol, que só aconteceu nos pênaltis, quando a torcida inteira já estava em pé. A bateria brasileira não parou de tocar durante as mais de duas horas de partida. Fãs do esporte organizaram olas de um lado a outro do estádio e tocaram cornetas. Uma caravana de cerca de 30 brasileiros moradores de Auckland viajou mais de 100 quilômetros para acompanhar a Seleção e se organizou para fazer barulho durante a partida. Segundo a assessoria de imprensa da Fifa, 9.945 pessoas compareceram ao evento.

A equipe da Alemanha também entrou em campo neste domingo em Christchurch, contra o time da República de Mali, mas perdeu nos pênaltis. “Se der Brasil na final, vamos torcer para o Brasil, é claro, o Brasil é parte de Portugal”, disse o português José Antônio Rodrigues que vive há 15 anos na Nova Zelândia com o filho Alberto Rodrigues. Eles já garantiram ingresso para a última partida que acontece no próximo sábado em Auckland. Os portugueses Sara Taveira e Rui Cobanco vieram ao jogo vestidos de vermelho e verde, mas o Brasil será o time da vez caso chegue na final. “Sempre Brasil”, disse Rui.

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A ligação entre os dois países vão além da língua, de acordo com a portuguesa Sandra Krilen, que veio ao jogo acompanhada do marido neozelandês Richard Krilen ao jogo. “A gente também gosta de tomar uma cerveja antes dos jogos ou durante a partida, assar uma carne de porco”, contou. Se não tivessem vindo ao jogo, os amigos Elizabeth Lodo, Miguel Medeiros, Estela Dantas e Nick Robertson estariam acompanhando a partida com cerveja e petiscos, mas a animação de ir ao estádio, segundo eles, é maior. Moradores do país há mais de uma década, a Copa trouxe de volta um pouco da animação e alegria brasileira para o quarteto.

Português José Antônio Rodrigues trouxe o filho Alberto para a partida
Português José Antônio Rodrigues trouxe o filho Alberto para a partida
Foto: Thais Sabino / Especial para Terra

“Não importa o que aconteça continuamos apoiando o Brasil sempre e o que aconteceu contra a Alemanha (Copa do Mundo em 2014) ficou para trás” disse Elizabeth. O massacre alemão contra o Brasil na Copa do Mundo de 2014, quando a seleção europeia marcou sete gols sem dificuldade, não abalou a paixão dos brasileiros pelo futebol por aqui. “Vamos com positividade”, disse Melissa Leman, brasileira que vive na Nova Zelândia há anos. O time brasileiro viaja para Christchurch, onde joga na quarta-feira na semifinal contra o Senegal.  

Portuguesa Sandra Krilen (esq.) trouxe o marido Richard para o jogo
Portuguesa Sandra Krilen (esq.) trouxe o marido Richard para o jogo
Foto: Thais Sabino / Especial para Terra

 

Fonte: Especial para Terra
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