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Libertadores

Preparador físico Omar Feitosa deve ser novo gerente do Palmeiras

24 jan 2013 - 22h43
(atualizado às 23h26)
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Para o lugar de César Sampaio, ídolo do Palmeiras como volante nos anos 90, Paulo Nobre deve contratar um preparador físico para a função de gerente de futebol. O nome procurado, com o aval do diretor executivo José Carlos Brunoro, é Omar Feitosa, que trabalhou na comissão técnica alviverde entre 2007 e 2010 e é formado em Educação Física, com especialização em Medicina do Esporte e Fisiologia.

Brunoro fez questão de trazer um profissional "sem vícios" na função de gerente
Brunoro fez questão de trazer um profissional "sem vícios" na função de gerente
Foto: Bruno Santos / Terra

Feitosa ainda não foi anunciado porque segue trabalhando no Atlético-PR como preparador físico. Mas a expectativa do presidente do Palmeiras é já apresentá-lo nos próximos dias. Por enquanto, o mandatário se nega a confirmar o interesse, mas no clube já se conta com a volta do novo dirigente.

"O gerente de futebol é um profissional que já passou pelo clube e é extremamente sério, linha-dura. Não era gerente, mas vai iniciar na função. Vai fazer o que o César Sampaio fazia e outras que o Brunoro entender como relevantes", explicou Nobre, que cogitou manter César Sampaio, como queria o elenco, mas o novo diretor executivo pediu alguém novo para a função.

"O Brunoro prefere pegar uma pessoa e formá-la do que ter um profissional formado e já com vícios. Vai ser muito interessante", apostou o presidente. "Ele não é conhecido, é um fato novo, e vamos trabalhar com gente nova para a filosofia que o clube se propõe", justificou Brunoro.

Omar Feitosa tem 45 anos e já passou por Paraná, Chapecoense, Atlético-PR, seleção do Líbano, Coritiba, Comercial, Goiás, Grêmio, Shenzen Jianlibao (China), Botafogo, Ponte Preta e Portuguesa. No São Paulo, em 2004, fazia parte da comissão técnica de Cuca e chegou a causar polêmica expulsando Rogério Ceni de um treino no Morumbi.

O preparador chega com menos força do que Sampaio, que trabalhou de 1º de janeiro até segunda sem salário, já que o contrato acabou no dia 31 - era praticamente um voluntário. Se o antigo gerente negociava com atletas e muitas vezes representava o presidente Arnaldo Tirone e o vice Roberto Frizzo, Feitosa mal participará de contratações. A função será, basicamente, a de ser um elo entre dirigentes e atletas.

No organograma de Paulo Nobre, o presidente fica ligado diretamente ao futebol, recebendo raramente algum auxílio dos vice-presidentes Maurício Precivalle Galiotte e Genaro Marino Neto. As contratações serão discutidas só entre Nobre, o técnico Gilson Kleina e Brunoro, que cuidará também do marketing e do clube social.

A ideia de Nobre é de ter poder para veto financeiro até encontrar um manager para atuar como no futebol europeu. O presidente encarará esse profissional como um primeiro-ministro, tornando-se, nas palavras do próprio mandatário, uma espécie de "rainha da Inglaterra".

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