Palmeiras apaga foco de incêndio após empate com Godoy Cruz
Boa parte dos torcedores do Palmeiras certamente já previa novos protestos contra o time e à comissão técnica no momento em que o Godoy Cruz abriu 2 a 0, no jogo da noite dessa terça-feira, em Mendoza, na Argentina, pelas oitavas de final da Libertadores. Desenhava-se ali uma derrota que deixaria a equipe paulista a um passo da eliminação. Mas tudo mudou e a reação que resultou no empate por 2 a 2 serenou os ânimos dos mais exaltados.
Pelo menos até a próxima terça, dia do jogo de volta com o Godoy, no Allianz Parque, o ambiente deve estar mais tranquilo para o Palmeiras. É como se um foco de incêndio tivesse sido debelado.
Mais até pelos dois gols do time que buscou o empate, o que se viu, principalmente no segundo tempo, foi o ímpeto do Palmeiras. Anulou o adversário, esteve firme na marcação, senhor absoluto do jogo. Por pouco, não veio a virada.
Um empate com multissabor de vitória. O peso da cobrança pela desclassificação na Copa do Brasil na semana passada, em partida contra o Internacional, acrescido à derrota para o Ceará no sábado pelo Brasileiro, no qual deixou escapar a liderança folgada, e à pressão por imprevistos na viagem até Argentina, com turbulências no voo que levaram a delegação a passar a noite de domingo em Buenos Aires e não em Mendoza, como planejado; tudo isso aumentava a responsabilidade do time para esse primeiro confronto com o Godoy.
A resposta da equipe à chiadeira da torcida tinha que ser rápida. Para alívio do técnico Luiz Felipe Scolari, foi o que se viu em Mendoza. Ele acertou ao escalar Borja e Willian e barrar Deyverson e Zé Rafael, que caíram muito de produção após a interrupção de um mês do Brasileiro para a disputa da Copa América. Também fez uma aposta certeira na presença de Raphael Veiga na vaga de Lucas Lima.
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