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Conmebol emite nota esclarecendo polêmica do FIFA 20 com times brasileiros

27 fev 2020
14h04
atualizado às 14h24
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(Foto: Divulgação/CONMEBOL)
(Foto: Divulgação/CONMEBOL)
Foto: Gazeta Esportiva

A Conmebol emitiu nesta quarta-feira uma nota oficial esclarecendo a polêmica criada na semana passada, depois que a EA Sports, produtora do jogo FIFA 20, confirmou que os times brasileiros presentes na nova atualização, que trará a Libertadores da América para o game, terão jogadores genéricos.

Na última quinta-feira, a desenvolvedora anunciou que teve problemas para negociar o direito individual dos jogadores do Campeonato Brasileiro e, por isso, eles não estarão presentes na DLC, o que gerou muita revolta entre os fãs.

A Confederação reforçou que é detentora do direito de imagem dos clubes participantes da Libertadores, portanto pode negociá-los com qualquer empresa, tornando o acordo com a EA Sports legítimo.

Atlético Paranaense, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Santos e São Paulo, equipes classificadas para a fase de grupos do torneio, virão com uniformes e escudos oficiais, mas sem seus respectivos atletas.

Confira a nota da Conmebol na íntegra:

A atual direção da Conmebol considera um eixo fundamental em sua estratégia de exposição e alcance internacional do futebol sul-americano, sua presença nas plataformas de videojogos, além de assumir uma importante entrada econômica para a promoção do futebol continental através do aumento de prêmios por suas competições, ou no desenvolvimento de programas como o Evolução.

A Confederação comunica que todos os times participantes da Conmebol LIBERTADORES e Conmebol SUL-AMERICANA assinam uma carta de concordância e compromisso, que contém seus direitos e obrigações durante a participação no torneio. Com respeito à exclusividade por parte de algum clube, a Conmebol destaca que é possível a presença dos clubes, tanto na EA SPORTS como em outra empresa que explora os videojogos. Neste sentido, cabe destacar que o clube não pode ceder seus direitos sobre sua participação na Conmebol LIBERTADORES, posto que este é um direito próprio da Conmebol. Entretanto, o clube poderá ceder seus próprios direitos e assim aparecer em outro contexto ou categorias dentro do videojogo que não seja dentro do marco da Conmebol Libertadores, Sul-Americana e Recopa.

Entre os documentos assinados pelos clubes participantes, encontra-se o manual técnico de direitos comerciais e marketing, aplicável a todos eles, e que, em sua edição de 2019 estabelece o seguinte:

"Licenciamento para Videojogos: Os direitos licenciados pelos Clubes neste manual incluem, porém não estão limitados ao uso coletivo da imagem de jogadores e treinadores em grupos e ao uso dos ativos de propriedade intelectual dos Clubes (não limitado a suas marcas, escudos, uniformes, insígnias e mascotes) para uso irrestrito em videojogos nos quais os torneios serão apresentados. Os referidos videojogos poderão ser comercializados pela Conmebol a terceiros para sua exploração comercial e os Clubes garantem à Conmebol que esses direitos estão livres de ônus ou limitações. Qualquer limitação pela exploração irrestrita desses direitos deverá ser previamente informada à Conmebol, que não terá nenhuma responsabilidade em relação aos Clubes e a terceiros (jogadores, treinadores etc.)"

A atual direção da Conmebol cedeu comercialmente os direitos de videojogos de seus torneios mais populares - Conmebol LIBERTADORES, Conmebol SUL-AMERICANA E Conmebol RECOPA - para a empresa EA Sports com a autorização expressa dos clubes e com seu compromisso dos mesmos de respeitar o mencionado acordo. Nesse sentido, diretrizes anteriores alcançaram acordos semelhantes em temporadas anteriores - 2013, 2014 e 2015 - com a companhia KONAMI, acordo que foi totalmente respeitado, conforme estipulado nos contratos legais e comerciais da instituição.

Confederação Sul-Americana de Futebol

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