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Keane, ex-jogador do Manchester United e da Irlanda, detona dancinhas do Brasil: 'Desrespeitoso'

Volante, que fez carreira no futebol inglês, criticou repetição de comemorações 'bailando' e participação de Tite em gol de Richarlison

5 dez 2022 - 18h56
(atualizado às 20h26)
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O Brasil passou pela Coreia do Sul sem dificuldade no duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022, vencendo por 4 a 1 e marcando todos os gols no primeiro tempo. Nas comemorações, os atletas não dispensaram a tradicional 'dancinha' e 'bailaram' após cada tento. E houve quem não gostou da atitude: Roy Keane, volante que fez história no Manchester United e na seleção irlandesa, se mostrou incomodado com as festas.

"Eu acho que é realmente desrespeitoso com o adversário, e eles fazem isso toda hora", disse o ex-jogador no intervalo da partida para o veículo britânico ITV1. "E ainda o treinador se envolve. Não acho que seja legal", completou, citando o momento em que Tite acompanha Richarlison no 'passo do pombo' após o atacante deixar o dele. Vinícius Júnior, Neymar e Lucas Paquetá fizeram os outros gols.

O treinador, inclusive, comentou sobre o caso e "os maldosos que vão entender como desrespeito" na coletiva de imprensa após o confronto. Para ele, se juntar aos atletas na comemoração não é uma atitude de desprezo, e sim de empatia com o time. "Eu não quero que tenha outra interpretação que não seja o sentido de alegria pelo gol, pela equipe e pela performance", comentou. "Não seja (visto como) desrespeito ao adversário, porque não é. Aqui há um respeito muito grande".

Dançar após os gols não é novidade na Canarinho, visto que alguns craques do passado, como Ronaldinho Gaúcho, faziam o mesmo. E isso não é exclusivo dos brasileiros: Cristiano Ronaldo já dançou "Ai se eu te pego", do cantor brasileiro Michel Teló, quando a música 'explodiu' na Europa em 2012 e o lateral-esquerdo colombiano Pablo Armero virou meme em 2010, no Palmeiras, com o 'Armeration'.

Em setembro deste ano, os holofotes se viraram para Vinícius Júnior. O empresário Pedro Bravo foi acusado de proferir falas de cunho racista ao atacante por ele implementar o estilo em seus gols no Real Madrid. "Deveria parar de fazer macaquices", disse na época. Mais tarde, afirmou que o termo utilizado não foi para se referir à cor do brasileiro, mas sim no sentido de "não fazer idiotices".

Depois do episódio, os companheiros de Vini Jr. na seleção brasileira passaram a 'bailar' com ele - e também no clube espanhol, com Rodrygo se juntando ao jogador nas comemorações. Na Copa do Catar, Keane acredita que a repetição seja desrespeitosa.

Estadão
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